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Desenvolvimento de pele artificial glicada e avaliação da eficácia e toxicidade de compostos anti-glicação

Processo: 12/24260-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2013
Vigência (Término): 17 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Silvya Stuchi Maria-Engler
Beneficiário:Octávio Luís Alves Gomes
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Diabetes mellitus   Doença de Alzheimer   Proteínas

Resumo

Apesar de ocorrer naturalmente durante o processo de envelhecimento, a glicação não enzimática das proteínas também é muito presente em patologias do sistema cardiovascular, na doença de Alzheimer e no Diabetes Mellitus. Esse conjunto de reações culmina na formação dos AGEs (produtos finais de glicação avançada, do inglês, Advanced Glycation End Products). A glicação do colágeno, proteína estrutural presente na derme, pode lesar as células da pele, em especial os fibroblastos, reduzindo sua capacidade proliferativa e de secreção de componentes da matriz extracelular (MEC) e, por fim, levar à morte celular por apoptose. A fim de estudar as diversas alterações morfológicas e fisiológicas que ocorrem na derme, principalmente sobre os fibroblastos, células predominantes nesta região, propusemos neste projeto um modelo tridimensional no qual será utilizado colágeno tipo 1 pré-glicado com glioxalato de sódio para mimetizar a derme diabética. Através desse modelo será possível observar as interações entre a célula e a MEC, bem como a ação de compostos inibidores da formação dos AGEs, os anti-glicantes. Este estudo tem como objetivo avaliar, através de técnicas de imunohistoquímica, microscopia confocal e de geração de segundo harmônico, bem como por ensaios de zimografia, as alterações morfológicas e funcionais em pele humana artificial modificada pela glicação, analisando também a eficácia da aminoguanidina e da carnosina, anti-glicantes já descritos na literatura. Este estudo fornecerá dados importantes para o entendimento da relação fibroblasto-MEC no contexto do envelhecimento e do Diabetes Mellitus, e para o estudo destes efeitos nas peles artificiais glicadas. (AU)