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Nietzsche e o devir: a crítica à verdade e o inacabado do perspectivismo

Processo: 12/20446-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Thelma Silveira da Mota Lessa da Fonseca
Beneficiário:Rafael Amaral Hyertquist Bordini
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Filosofia contemporânea   Friedrich Nietzsche   Verdade   Linguagem   Perspectivismo

Resumo

Este projeto de pesquisa procura mostrar que Nietzsche percorreu as sendas do devir heraclitiano ao longo de sua obra, e é precisamente essa influência que Heráclito exerceu na filosofia de Nietzsche que oferece subsídios para o presente trabalho. O primeiro objetivo é o de perpassar a crítica de Nietzsche a noção de verdade. Nietzsche defende um mecanismo de disputa de interpretações em detrimento de um sistema de verdades eternas ou de uma teoria do conhecimento. O filósofo se posiciona a favor de um "perspectivismo" contrário à crença de uma verdade acabada e livre de questionamentos. O propósito em sua primeira etapa será compreender como podemos atribuir ao devir de Heráclito uma via de mão dupla, em que Nietzsche se apropria para conduzir sua crítica à verdade, e também, em que medida, o devir é ponto de partida para a elaboração de seu "perspectivismo". Na segunda etapa, pretendo propor uma discussão pormenorizada a partir desta noção de "perspectivismo" , eis que surge o problema: o "perspectivismo " não sugeriria uma espécie de teoria do conhecimento às avessas, o que Nietzsche enfaticamente criticava?