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A singularidade de Henry Thornton e Paper Credit na Teoria Monetária

Processo: 12/23282-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Teoria Econômica
Pesquisador responsável:Mauricio Chalfin Coutinho
Beneficiário:Stella Harumi Okumura
Instituição-sede: Instituto de Economia (IE). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Crédito   Teoria monetária e financeira

Resumo

Propõe-se um estudo acerca da contribuição do autor inglês Henry Thornton à teoria monetária moderna, a partir de sua principal obra e dos principais comentadores desta. Tal investigação justifica-se pela originalidade de Thornton na caracterização da moeda, diferindo da definição encontrada na literatura vigente, bem como a abordagem do sistema monetário misto vigente na Inglaterra no período, no qual a moeda metálica convivia com diversas formas de dinheiro em papel. Será analisado o livro An Inquiry into the Nature and Effects of the Paper Credit of Great Britain, conhecido simplificadamente como Paper Credit, com ênfase em sua primeira parte. Também serão utilizadas contribuições de importantes comentadores de Thornton, entre os quais se destacam Friedrich von Hayek, autor da introdução à edição de 1939 de Paper Credit, e John Hicks, mais conhecido pela elaboração do modelo IS-LM. Para situar a resposta de Thornton à teoria dominante, tomam-se como referência David Hume e Adam Smith. Hume, por ter formulado a versão básica da teoria quantitativa da moeda; Smith, por ter sustentado uma interpretação sobre a criação e a circulação de papel em sistemas mistos, à qual Thornton também se contrapõe. De modo a melhor entender o ambiente em que Thornton divulgou suas ideias, será oferecida uma breve caracterização do sistema monetário inglês entre fins do século XVIII e início do século XIX, bem como do contexto histórico inglês, marcado pelo chamado período da Restrição (1797-1821), no qual as notas do Banco da Inglaterra deixaram de ser conversíveis em ouro. Como produto final, este estudo pretende demonstrar a importância de Henry Thornton para a teoria monetária moderna e sua influência sobre pensadores de relevo no século XX.