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No rastro das presenças imaginárias

Processo: 12/22023-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação - Comunicação Visual
Pesquisador responsável:Lucrecia D'Alessio Ferrara
Beneficiário:Eduardo Fernandes Araujo
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Comunicação, Letras e Artes. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Imaginário   Imaginação   Fantasia   Símbolo   Mente

Resumo

Esta pesquisa quer compreender o que uma ideia necessita ser para que possa ser ideia em continuidade. Que ideia age agora em mim para me fazer perguntar sobre suas próprias condições de emergência e de permanência? Recorta como objeto empírico da investigação -e o que desencadeou tais inquietações- o sistema simbólico dos seres fantásticos, ou presenças imaginárias, que têm frequentado as mais diversas culturas midiáticas (vampiros, lobisomens, dragões, mutantes, bruxos, divindades, ciborgues, alienígenas etc.), e cuja historicidade semiótica parece figurar como indicador ou rastro de uma praxe autoprojetual de nossa espécie: o desejo de conexão ubíqua das mentes humanas em algum modo de "rede neural". O objeto epistemológico está voltado para o estudo do processo mental que TRADUZ uma ideia recém-nascida como cognição sígnica (componente aleatório) em uma implementação visualmente perceptível (imagem, desenho) capaz de assegurar, portanto, sua autorreplicação significante (componente seletivo) para a sobrevivência humana e o possível bem-estar na convivência: o aleatório (inovação: incorporação do acaso) é demandando e filtrado pelo seletivo (conservação: intervenção do hábito) do processo mental com a finalidade recursiva de aprendizagem adaptativa, o que resulta em depositar pelo mundo indícios visuais de sua biografia signometamórfica. Como hipótese considera-se que as ideias surjam da contaminação sincro-diacrônica nos processos de percepção e imaginação, e para a qual o imaginário existe como provocação e comunicação de ideias em prontidão, de tal modo que essas ideias competem ou cooperam entre si rumo a um agenciamento tecnológico que garanta a reprodução de suas necessidades de representação visual e permanência persuasiva. A fundamentação teórica inspira-se nos conceitos de Sinequismo de C. S. Peirce, sobre a lei da mente como continuidade evolucionária das ideias, e de Ecologia da Mente de G. Bateson, acerca do crescimento exponencial de diferenças que fazem a diferença. A estratégia metodológica começa por uma arqueologia das assinaturas disponíveis em nossa dialética do presente, ou seja, buscando encontrar abdutivamente em nossa Umwelt humana outros casos de fenômenos surpreendentes que aparentam acontecer segundo as mesmas regras que inventamos em nossa hipótese, para em seguida reativar potenciais vínculos de sentido recalcadamente não tematizados -já presentes, porém ainda "esquecidos" e não nomeados- no interstício das trilhas do imaginário, e por fim oportunizar um debate revigorado acerca do valor da imaginação para o aberto estar-aí da vida humana no universo.

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