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Perfil poligênico de atletas brasileiros: distribuição de polimorfismos associados ao desempenho físico

Processo: 12/22516-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Pesquisador responsável:Antonio Herbert Lancha Junior
Beneficiário:João Paulo Limongi França Guilherme
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Polimorfismo genético

Resumo

O projeto genoma humano revelou que o código genético humano é 99,9% idêntico entre cada indivíduo, existindo uma variação de 0,1% que explica toda a diferença interindividual existente. Apesar de todos os seres humanos possuírem os mesmos genes, já foram identificadas variações estruturais (polimorfismos) em genes específicos que apresentam associações com fenótipos relacionados ao desempenho físico em atletas. Como o rendimento desportivo é um fenômeno poligênico, ou seja, influenciado por vários genes, a associação de um único polimorfismo é insuficiente para caracterizar um atleta. Por isso, atualmente existe um esforço no sentido de identificar a distribuição de vários polimorfismos (perfil poligênico) de atletas, de acordo com as características principais de sua modalidade. Estudos iniciais já traçaram um perfil poligênico preliminar de atletas europeus, o que não implica que outras populações irão exibir o mesmo perfil. O objetivo deste projeto é, portanto, traçar pela primeira vez um perfil poligênico de atletas brasileiros. Oito genes foram selecionados para desenhar o perfil de atletas de endurance: ACE, AGT, ACTN3, AMPD1, CNTF, GABPB1, MSTN e PPARGC1A. Da mesma forma, oito genes serão utilizados para identificar o perfil de atletas de força e potência: ACE, AGT, ACTN3, ACTVR1B, CNTF, IGF1, MSTN e NOS3. Uma coorte de indivíduos não atletas (controles) também será terá o genótipo determinado para os mesmos genes. Todos os genótipos serão determinados através da reação de PCR em tempo real. Um escore total de genotipagem (TGS) para cada atleta será calculado com base no genótipo de cada um dos genes acima descritos. A distribuição e a frequência dos polimorfismos serão analisadas utilizando tabelas de contingência. O TGS será expresso em média ± desvio padrão e os dados serão comparados entre os grupos atléticos e não atléticos por meio do teste Kruskal-Wallis.

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