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Vantagens adaptativas da presença de diferentes metaloproteinases na composição dos venenos botrópicos e implicações dessa variabilidade nos acidentes ofídicos

Processo: 12/23018-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Ana Maria Moura da Silva
Beneficiário:Juliana Lech Bernardoni
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/13592-6 - Diferenças estruturais entre duas SVMPs de classe P-I do veneno de Bothrops neuwiedi, BE.EP.DR
Assunto(s):Venenos de serpentes   Metaloproteinases   Toxicologia   Hemostasia

Resumo

Destacam-se como principais componentes do veneno de serpentes do gênero Bothrops as proteases, como metaloproteinases e serinoproteinases, fosfolipases A2 e lectinas. Entre estes componentes, as metaloproteinases (SVMPs) são as mais abundantes na maioria dos venenos botrópicos atingindo 38% do total de componentes do veneno de B. pauloensis. Sua ação está relacionada com a proteólise dos componentes da matriz extra-celular, proteínas plasmáticas e proteínas de superfície celular. Entretanto, características filogenéticas, ontogenéticas, sexuais, ambientais ou de dieta podem alterar a composição dos venenos, principalmente quanto ao tipo e abundância das SVMPs. Essa variabilidade na composição dos venenos tem sido atribuída a uma melhor adaptação das espécies quanto à captura de presas e evasão de predadores, no entanto, embora plausível, essa hipótese apresenta poucas evidências experimentais. Em nosso projeto de Mestrado, identificamos a presença de várias SVMPs no veneno de B. neuwiedi que além de diferenças estruturais, mostraram ação em diferentes alvos do sistema de coagulação de mamíferos. Nosso objetivo neste projeto é verificar se a variabilidade de SVMPs ocorre em venenos de outras espécies do gênero Bothrops, isolar as SVMPs distintas e testar se há diferenças significativas na ação de cada uma das proteases isoladas frente a diferentes sistemas fisiológicos de mamíferos ou no sistema de coagulação de diferentes espécies de presas/predadores como aves, anfíbios e roedores. Com isso, poderemos entender as implicações da variabilidade dos componentes dos venenos na fisiopatologia dos envenenamentos e também gerar dados experimentais que comprovem a hipótese de que a variabilidade na composição dos venenos resulte em uma vantagem adaptativa das espécies quanto à captura de presas e evasão de predadores.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BERNARDONI, JULIANA L.; SOUSA, LEIJIANE F.; WERMELINGER, LUCIANA S.; LOPES, ALINE S.; PREZOTO, BENEDITO C.; SERRANO, SOLANGE M. T.; ZINGALI, RUSSOLINA B.; MOURA-DA-SILVA, ANA M. Functional Variability of Snake Venom Metalloproteinases: Adaptive Advantages in Targeting Different Prey and Implications for Human Envenomation. PLoS One, v. 9, n. 10 OCT 14 2014. Citações Web of Science: 21.

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