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Estudo cinético da biodigestão anaeróbia de vinhaça e de licor de pentoses provenientes da produção de etanol da cana-de-açúcar

Processo: 12/16178-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Tratamentos de Águas de Abastecimento e Residuárias
Pesquisador responsável:Ariovaldo José da Silva
Beneficiário:Daniela Fornaziero de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia Agrícola (FEAGRI). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:09/15984-0 - Produção de bioenergia no tratamento de águas residuárias e adequação ambiental dos efluentes e resíduos gerados, AP.TEM
Assunto(s):Vinhaça   Cinética   Digestão anaeróbia   Pentoses   Etanol

Resumo

A projeção da sustentabilidade no setor produtivo de bioetanol da cana-de-açúcar no Brasil tem impulsionado a busca pela otimização energética do processo aliada à adequação ambiental dos resíduos gerados. Neste cenário, a biodigestão anaeróbia das correntes líquidas provenientes da produção surge como alternativa interessante, uma vez que, além de promover a estabilização da matéria orgânica do efluente, possibilita a geração de energia a partir do biogás gerado. Esta abordagem ainda estimula a produção de etanol de 2ª geração, isto é, o etanol produzido a partir do material lignocelulósico do bagaço da cana-de-açúcar, já que a cogeração de energia proveniente da queima deste material poderia ser substituída pelo aproveitamento energético do biogás, particularmente o metano. Ao contrário da produção de etanol de 1ª geração (a partir do caldo da cana), a de 2ª geração ainda é bastante recente e limitada, mas sabe-se que o efluente proveniente do pré-tratamento do bagaço - o licor de pentoses - deve ser adequadamente tratado para que danos ambientais sejam evitados. Outra corrente líquida de alto poder poluente consiste na vinhaça, gerada em grandes volumes durante a etapa de destilação do etanol. Embora existam algumas pesquisas acerca da biodigestão anaeróbia da vinhaça da cana-de-açúcar, a falta de informações a respeito de aspectos fundamentais deste processo impede a aplicação plena e otimizada desta tecnologia nas usinas. Os obstáculos são ainda maiores com relação ao licor de pentoses, não havendo informações disponíveis na literatura sobre a biodigestão desta corrente, exceto as tentativas da sua utilização para produção de etanol ou outros produtos numa biorrefinaria. Dessa forma, esta pesquisa visa, principalmente, à caracterização cinética da biodigestão anaeróbia da vinhaça e do licor de pentoses, com vistas a contribuir para a aplicação e expansão desta tecnologia sustentável.