Busca avançada
Ano de início
Entree

Utilização do microcrustáceo Dendrocephalus brasiliensis Pesta 1921 (Crustacea: Anostraca) na remoção de cianobactérias em sistemas experimentais

Processo: 12/21328-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2013
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maria da Graça Gama Melão
Beneficiário:Denise Tieme Okumura
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:08/02078-9 - Estudos ecofisiológicos e de processos produtivos do Anostraca dulcícola Dendrocephalus brasiliensis Pesta 1921 e suas implicações nas comunidades zooplanctônica e nectônica, AP.TEM
Assunto(s):Bioacumulação   Cianobactérias   Ecotoxicologia

Resumo

Muitos casos de desenvolvimento maciço de cianobactérias têm sido reportados e há uma crescente preocupação sobre isso por causa de dezenas de espécies de cianobactérias capazes de produzir metabólitos secundários tóxicos que são prejudiciais para os seres humanos e outros componentes da biota aquática. Mais preocupante, no entanto, é o fato das células de cianobactérias e suas cianotoxinas serem de difícil remoção pelos sistemas de tratamento de água tradicionais. Porém, existem outros métodos eficazes, como a biomanipulação (linha de pesquisa que busca modificar as cadeias alimentares), que poderia aumentar a pressão da herbívora sobre as cianobactérias. Um promissor candidato é o anostráceo Dendrocephalus brasiliensis, conhecido popularmente como branconeta, apresenta características de voraz fitoplanctófago, removendo, assim, facilmente a biomassa de algas e a transformando em proteína animal, mais facilmente assimilada. Tendo isso em vista, o objetivo deste projeto é observar a sobrevivência das branconetas à ingestão de cianobactérias, e avaliar a capacidade de remoção de cianobactérias pelo tratamento com estes anostráceos por meio da alimentação, abordando a eficiência do tratamento por meio de análises físicas, químicas e ecológicas; além de observar se existe a biocumulação de cianotoxinas entre as branconetas e os peixes, procurando uma avaliação mais realista da eficiência da biomanipulação em corpos de água brasileiros.