Busca avançada
Ano de início
Entree

A escrita autobiográfica feminina durante os anos da Resistência italiana: o diário de Ada Gobetti

Processo: 12/20482-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literaturas Estrangeiras Modernas
Pesquisador responsável:Gabriela Kvacek Betella
Beneficiário:Rafaela Souza Maldonado
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Diários   Autobiografias   Literatura e história

Resumo

Ada Gobetti, nascida em Turim em 1902, além de escritora também foi professora, tradutora, organizadora do Partito d'Azione e do grupo Giustizia e Libertà, vice-prefeita de Turim, engajada em iniciativas sociais, colaboradora de revistas e tradutora. A pesquisa pretende, a partir da obra autobiográfica da autora, integralizar aspectos históricos como a Resistência e o papel feminino na luta contra a ocupação alemã na Itália dos anos de 1940 para analisar aspectos do discurso memorialista na forma de diário, com o apoio de teorias como a de biografia coletiva, a de intelectual orgânico e a de micro-história. Também é um dos objetivos do trabalho traduzir fragmentos significativos da obra, com vistas à publicação do excerto. Nosso objeto de estudo é Diario Partigiano, o diário da militante publicado em 1956, composto com base nas anotações em inglês que a autora fez durante os anos da Resistência (de 1943 a 1945). O texto narra a participação de Ada Gobetti nas ações dos partigiani, com detalhes sobre o caráter clandestino, as prisões, as torturas e as mortes sofridas pelos civis do movimento que libertou várias regiões da Itália, sobretudo após os chamados "quarenta e cinco dias badoglianos" (período de 25 de julho de 1943, data da deposição e prisão de Mussolini até 3 de setembro, marco do chamado "armistício curto", divulgado somente no dia 8) e a consequente divisão no país, com o sul libertado pelos Aliados e o norte ocupado pelas forças alemãs.