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Causalidade, explicação científica e silogística nos segundos analíticos de Aristóteles

Processo: 13/04519-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 06 de outubro de 2013
Vigência (Término): 05 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Lucas Angioni
Beneficiário:Breno Andrade Zuppolini
Supervisor no Exterior: David Charles
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Oxford, Inglaterra  
Vinculado à bolsa:11/14898-3 - Aspectos Formais e Ontológicos da Filosofia da Ciência de Aristóteles, BP.MS
Assunto(s):Filosofia antiga   Silogismo   Causalidade   Aristotelismo

Resumo

O modelo canônico de argumentação na silogística aristotélica corresponde a um esquema formal com duas premissas articulando apenas três termos. Por que Aristóteles insiste em um esquema formal tripartite? Na pesquisa aqui proposta, tentarei indicar uma das razões possíveis. Em Segundos Analíticos II 16-17, Aristóteles filia-se à tese de que a apreensão de relações causais e a formulação de explicações científicas envolvem a consideração de três itens: a "causa", "aquilo de que é causa" (ou "causado") e, por fim, "aquilo para o que é causa". Enquanto os dois primeiros integram a conexão explanatória propriamente dita (explanans e explanandum), o terceiro item se refere à classe dos indivíduos que tomamos por objeto de investigação científica e nos quais aquele fenômeno causal se verifica. Uma vez que a causalidade parece ser mais bem descrita, não como uma relação binária, mas ternária, podemos explorar a hipótese de que Aristóteles, ao propor um esquema formal triádico para a demonstração científica, a saber, o silogismo, teria em vista a estrutura tripartite da causalidade a ser ali apreendida. (AU)