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Política externa americana no pós-guerra fria: o que pensam democratas e republicanos?

Processo: 12/25218-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Comportamento Político
Pesquisador responsável:Maria Do Socorro Sousa Braga
Beneficiário:Flavio Contrera
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/16639-3 - A agenda de política externa dos partidos Democrata e republicano no pós-guerra fria, BE.EP.DR
Assunto(s):Política externa   Partidos políticos   Estados Unidos

Resumo

Por mais de quarenta anos a luta contra a expansão do comunismo dominou a agenda de Política Externa dos Estados Unidos. Mas o fim da Guerra Fria e a conseqüente emergência de uma nova ordem mundial colocaram novos desafios para sua política exterior. Na ausência de uma ameaça considerada vital, os EUA tiveram grande dificuldade para identificar e promover seus interesses nacionais. Marcado pelo predomínio de ameaças de menor escala, quase sempre de origem transnacional, o período pós-Guerra Fria caracterizou-se, de inicio, pela falta de clareza dos EUA com relação aos seus objetivos internacionais. A despeito de sua posição como única superpotência restante, os Estados Unidos questionavam-se sobre os novos rumos de sua política externa, revelando inúmeras indagações a respeito de sua real vontade e capacidade de continuar liderando o sistema. Diante deste contexto, reacenderam-se as tradicionais discussões entre isolacionistas e internacionalistas, realistas e idealistas, permeadas pelo debate declínio/renovação. Destas discussões não ficaram alheios os partidos políticos estadunidenses, que apesar de sustentarem padrões diferentes em suas agendas de política externa desde o envolvimento americano no Vietnã, teriam se unificando em torno da estratégia de contenção ao comunismo durante a Guerra Fria. Porém, com o término do conflito bipolar eliminou-se também o elemento de consenso em política externa entre democratas e republicanos. As questões externas constituem uma pauta sempre presente na disputa presidencial americana, embora muito raramente assumam a centralidade do debate. Por outro lado, há muita discussão a respeito das diferenças de agendas e propostas dos partidos estadunidenses no plano doméstico. Enquanto republicanos geralmente são vistos pelos americanos como os mais capazes de lidar com as questões de império da lei e defesa nacional, os democratas, por seu turno, são vistos como aqueles que melhor lidam com temas de bem-estar social e questões de direitos civis. Contudo, em relação às questões prioritárias para estes partidos no cenário externo há pouca discussão e esclarecimento. Nesse sentido, o objetivo principal deste projeto é identificar diferenças de ênfases temáticas na composição das agendas de política externa de Democratas e Republicanos no Pós-Guerra Fria. A identificação destas ênfases, através da análise de conteúdo das plataformas de campanha presidencial dos partidos e da análise das votações nominais (roll-call voting) em matérias de política externa, dos legisladores de cada partido no Congresso, vem preencher uma lacuna, simultaneamente, nos estudos de política externa e na literatura de partidos políticos, tendo em vista que nosso tema se situa na intersecção de duas disciplinas que pouco se dialogam.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
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