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Estudo do metabolismo de selênio em eucariotos primitivos

Processo: 13/02848-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 11 de junho de 2013
Vigência (Término): 10 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Otavio Henrique Thiemann
Beneficiário:Marco Túlio Alves da Silva
Supervisor no Exterior: Norma W. Andrews
Instituição-sede: Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Maryland, College Park, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:11/24017-4 - Estudo do metabolismo de selênio em eucariotos primitivos, BP.PD
Assunto(s):Selenocisteína

Resumo

O selênio é considerado um micronutriente essencial para diferentes formas de vida, sendo observados efeitos benéficos sobre a resposta imune e na modulação do estresse oxidativo. Entrentanto, os dados relacionados a este composto são escassos em relação aos tripanosomatídeos, e em muitos casos contraditórios. A suplementação de selenito de sódio reduziu a parasitemia de camundongos infectados com Trypanosoma cruzi, além de ter apresentado benefícios sobre a dilatação intestinal, na preservação da motilidade intestinal e na prevenção da dilatação ventricular extrema. Informações sobre a suplementação em T. evansi, também demonstraram que a suplementação reduz a parasitemia e aumenta a sobrevivência de animais infectados com este parasito. Entretanto, alguns achados sobre os efeitos de selênio em tripanosomatídeos são contraditórios. Infecção experimental com T. musculi em animais submetidos a dieta deficiente em selênio foram capazes de eliminar o parasito de forma mais eficiente do que aqueles que apresentavam dieta normal. Em relação a Leihsmania não se sabe como a suplementação com selênio pode alterar o curso da infecção por este parasito. Portanto, o presente projeto visa estudar se a suplementação com sais de selênio modifica a parasitemia, ou poderia contribuir para aumento da infectividade de formas metacíclicas ou na replicação de formas amastigotas. Como a principal fonte de incorporação biológica de selênio é na forma do aminoácido raro selenocisteína, e como a participação das selenoproteínas (proteínas que contém selenocisteína) na proteção ao estresse oxidativo já foi demonstrada, o projeto também visa estudar alteração no selenoproteome do parasito durante a suplementação e se a ausência ou superexpressão de selenoproteínas pode de alguma forma interferir no curso da infecção. Estes dados são de extrema importância, pois podem representar novos possíveis ponto de interferência contra a Leishmania e contribuirão para o entendimento se a suplementação com selênio pode ser associada ao tratamento convencional contra o parasito, como já proposto para T. cruzi e T. evansi. (AU)

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