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Avaliação da relação entre a resposta ao tratamento da vaginose bacteriana e a contagem bacteriana total por citometria de fluxo

Processo: 13/01750-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Camila Marconi
Beneficiário:Heloise Ranucci Luchiari
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Vaginose bacteriana   Tratamento   Citometria de fluxo

Resumo

A vaginose bacteriana (VB) é a alteração de microbiota vaginal mais frequente em mulheres em idade reprodutiva. Inúmeras complicações ginecológicas e obstétricas são associadas à VB, como doença inflamatória pélvica, aumento do risco de aquisição do HIV e parto prematuro. A VB se caracteriza pela substituição das espécies de Lactobacillus sp. da microbiota vaginal por outras espécies bacterianas, anaeróbias em sua maioria. Inúmeras espécies bacterianas já foram associadas à VB, sendo que estudos mais recentes demonstraram que diversas delas não são cultiváveis em laboratório, mas representam grande parcela da comunidade bacteriana vaginal. Embora a maioria das espécies bacterianas associadas à VB seja conhecida, grandes dificuldades são enfrentadas para o tratamento dessa condição. Atualmente, o tratamento de escolha para a VB é realizado com metronidazol, apesar da literatura demonstrar eficácia de apenas 60% após quatro semanas do tratamento. Já foi descrito que maior carga bacteriana de determinadas espécies está associada à falha terapêutica; porém, nenhum estudo até o momento avaliou o papel da carga bacteriana vaginal total na resposta ao tratamento da VB. Dessa forma, o objetivo desse estudo é avaliar se existe relação entre a resposta ao tratamento da VB e a contagem bacteriana total no conteúdo vaginal avaliada por citometria de fluxo. Para tanto, serão incluídas mulheres atendidas no Ambulatório de Saúde da Mulher da Unidade Básica de Saúde do Jardim Peabiru, no município de Botucatu - SP. Amostras endocervicais serão coletadas para exclusão dos casos positivos para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae. Esfregaços de parede vaginal serão coletados para avaliação microscópica e exclusão dos casos de candidose e tricomoníase vaginal, além da classificação da microbiota vaginal, segundo Nugent et al. (1991). Amostras de lavado vaginal serão obtidas para determinação da contagem bacteriana total por citometria de fluxo em 40 mulheres com microbiota vaginal normal e 40 mulheres com VB. As mulheres com VB serão submetidas novamente à coleta após 45 dias do final do tratamento. Sendo assim, a comparação dos resultados da contagem bacteriana total entre os casos de VB tratados e os casos de insucesso terapêutico permitirá estabelecer a influência da carga bacteriana no tratamento dessa condição, contribuindo assim para o desenvolvimento de novas estratégias para a melhora da saúde reprodutiva da mulher.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
LUCHIARI, HELOISE R.; FERREIRA, CAROLINA S. T.; GOLIM, MARJORIE A.; SILVA, MARCIA G.; MARCONI, CAMILA. Cervicovaginal bacterial count and failure of metronidazole therapy for bacterial vaginosis. International Journal of Gynecology & Obstetrics, v. 132, n. 3, p. 297-301, MAR 2016. Citações Web of Science: 2.

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