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Produção e caracterização de membranas de celulose bacteriana utilizando meio de cultura estático

Processo: 13/04948-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de março de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia
Pesquisador responsável:Hernane da Silva Barud
Beneficiário:Elina Cassia Torres
Empresa:Apis Flora Industrial e Comercial Ltda
Vinculado ao auxílio:11/51725-0 - Desenvolvimento e avaliação de biocurativos obtidos a partir de celulose bacteriana e extrato padronizado de Própolis (EPP-AF) para o tratamento de queimaduras e/ou lesões de pele, AP.PIPE
Assunto(s):Acetobacter   Queimaduras   Infecções bacterianas

Resumo

No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, acontece um milhão de casos de queimaduras a cada ano, 200 mil são atendidos em serviços de emergência, e 40 mil demandam hospitalização. As queimaduras estão entre as principais causas externas de morte registradas no Brasil, perdendo apenas para outras causas violentas, que incluem acidentes de transporte e homicídios. A pele íntegra é a primeira e principal barreira contra a invasão bacteriana, mas em pacientes queimados a pele está destruída, e consequentemente o tecido subjacente exposto é um excelente meio para o desenvolvimento bacteriano. A ocorrência de infecções é, portanto, um dos maiores problemas em queimaduras, ressaltando-se que a septicemia está envolvida em cerca de 50% das mortes decorrentes de lesões por queimaduras. A importância clínica das lesões de pele tem suscitado por parte de vários laboratórios a obtenção de produtos no intuito de abreviar o período de cicatrização e promover o conforto do paciente, sobretudo, pelo alívio da dor. Nesse ínterim surge como alternativa terapêutica uma membrana biológica bacteriana obtida a partir da celulose produzida por bactérias a partir de celulose. Entretanto, ela é obtida na forma de um hidrogel altamente hidratado (99% água), sendo quimicamente pura (livre de lignina, hemicelulose, e pectinas). Apresenta cadeias de celulose nanométrica, organizadas em um arranjo estrutural tridimensional, o qual gera um sistema altamente cristalino (60-80%), com excelente força mecânica. Essa rede de fios nanométricos lhe confere enorme área superficial, surpreendente capacidade de absorção e retenção de água, boa elasticidade, além de ser facilmente moldável, características desejadas para um curativo ideal. É um produto biodegradável, biocompatível, atóxico e não alergênico. A bactéria Acetobacter xylinum (Gluconacetobacter xylinus) foi descrita pela primeira vez por Brown em 1886 (IGUCHI et al., 2000). Microrganismos do gênero Acetobacter são facilmente encontrados em frutas, vegetais, vinagre, sucos de frutas e bebidas alcoólicas (KLEMM et al., 2005). É considerada uma bactéria estritamente gram-negativa, aeróbia, que possui habilidade para sintetizar celulose abundantemente em um meio de cultura que apresente como nutrientes fontes de carbono e nitrogênio. Um fato interessante é que a Acetobacter xylinum é única bactéria capaz de produzir celulose em quantidades comerciais (IGUCHI et al., 2000; KLEMM et al., 2005). A cultura em meio estático da bactéria Acetobacter xylinum leva a obtenção de mantas de celulose que submetidas a processo de secagem levam a folhas de celulose cuja principal aplicação atual é na forma de "pele artificial" para o tratamento de queimados graves (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MACHADO, RACHEL T. A.; MENEGUIN, ANDREA BAGLIOTTI; SABIO, RAFAEL MIGUEL; FRANCO, DOUGLAS FAZA; ANTONIO, SELMA G.; GUTIERREZ, JUNKAL; TERCJAK, AGNIESZKA; BERRETTA, ANDRESA A.; RIBEIRO, SIDNEY J. L.; LAZARINI, SILMARA C.; LUSTRI, WILTON R.; BARUD, HERNANE S. Komagataeibacter rhaeticus grown in sugarcane molasses-supplemented culture medium as a strategy for enhancing bacterial cellulose production. INDUSTRIAL CROPS AND PRODUCTS, v. 122, p. 637-646, OCT 15 2018. Citações Web of Science: 5.

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