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Análise molecular do gene LHX3 em pacientes portadores de deficiência isolada ou combinada de GH.

Processo: 13/00073-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Luciani Renata Silveira de Carvalho
Beneficiário:Anna Flávia Figueredo Benedetti
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Hipopituitarismo   Endocrinologia

Resumo

Nos humanos, a glândula pituitária é composta por duas partes, a anterior e a posterior. A neurohipófise tem origem embrionária na ectoderme neural e secreta os hormônios oxitocina e ADH. A adenohipófise se deriva da bolsa de Rathke, um outgrowth da ectoderme oral. Contem cinco tipos de células secretoras que secretam os hormônios GH, PRL, TSH, LH, FSH e ACTH.O desenvolvimento das células secretoras de hormônios da glândula anterior pituitária necessita de ações coordenadas de genes regulatórios que codificam fatores de transcrição levando a expressão de genes especializados que estabelecem o caráter diferenciado das células. Mutações nesses genes são associadas com doenças pediátricas incluindo deficiências hormonais isoladas e combinadas (DHHM). Fatores de transcrição críticos incluem HESX1, ISL1, LHX3, LHX4, PAX6, PIT-1 (POU1F1 gene), OTX1, PITX1, PITX2, PROP1, SIX3, e SIX6.O LHX3 é membro da subfamília LIM-homeodominio e é localizado no cromossomo 9 na região 9q34.3. Codifica 3 diferentes isoformas, sendo elas LHX3a, LHX3b e M2-LHX3, sendo expresso no cérebro na fase embrionária, na medula espinhal e na bolsa de Rathke.Até o momento, foram descritas 12 mutações homozigóticas nesse gene. Os pacientes apresentam deficiência hormonal de GH, PRL, TSH, LH e FSH, sendo considerados portadores de uma deficiência hipofisaria hormonal múltipla (DHHM). Os déficits endócrinos associados com DHHM podem resultar em baixa estatura, defeitos metabólicos, falha na puberdade e outros sintomas resultantes de deficiência hipofisária. Também são descritas limitações da rotação do pescoço, perda neuronal auditiva, associada a quadro de autismo e alterações de imagem sugestiva de lesão de hipersinal na adenohipófise, além de poder apresentar aspecto de hipoplasia, aumento ou normalidade da hipófise com neurohipófise tópica em todos os casos descritos.O objetivo desse estudo é analisar o gene LHX3 em 53 pacientes com hipopituitarismo congênito com neurohipófise tópica ou em pacientes portadores de neurohipófise ectópica porém que possuam alterações de pescoço, surdez, altismo e/ou lesão hipofisária sugestiva de adenoma e em pacientes portadores de hipopituitarismo congênito com diagnóstico molecular prévio, em estado de heterozigose, em outros genes envolvidos na embriogênese hipofisária.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FANG, QING; BENEDETTI, ANNA FLAVIA FIGUEREDO; MA, QIANYI; GREGORY, LOUISE; LI, JUN Z.; DATTANI, MEHUL; SADEGHI-NEJAD, ABDOLLAH; ARNHOLD, IVO J. P.; MENDONCA, BERENICE BILHARINHO; CAMPER, SALLY A.; CARVALHO, LUCIANI R. HESX1 mutations in patients with congenital hypopituitarism: variable phenotypes with the same genotype. Clinical Endocrinology, v. 85, n. 3, p. 408-414, SEP 2016. Citações Web of Science: 11.

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