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Identificação da região mínima de ligação a glicose-6-fosfato (G6P) do fator de transcrição MondoA e posteriores estudos estruturais.

Processo: 13/01540-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de novembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Andre Luis Berteli Ambrosio
Beneficiário:Camila Cristina Pascoal
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Biologia estrutural   Glucosefosfato desidrogenase   Cristalografia de proteínas   Neoplasias

Resumo

O fator de transcrição MondoA é um dos principais biossensores transcricionais da glicose. Originalmente localizada no citoplasma em baixas concentrações de glicose, MondoA tende a se acumular no núcleo quando a concentração celular do açúcar é elevada, com o objetivo de ativar a transcrição de genes alvo envolvidos na via glicolítica. Dada a importância desse fator para o metabolismo de glicose e uma possível relação direta com o fator de transcrição e oncongene Myc, especula-se que MondoA possa cooperar com este último diretamente no processo de adaptação metabólica de tumores. Estruturalmente, existem cinco regiões conservadas na porção N-terminal de MondoA - as Mondo Conserved Regions (MCRI-V) - as quais parecem atuar cooperativamente reprimindo ou ativando a função de transativação de MondoA em resposta à glicose. Estudos recentes mostram que a ativação da MondoA é dependente da ligação direta, à sua região N-terminal, de glicose-6-fosfato (G6P), produto resultante da fosforilação da glicose por hexoquinase. Essa seria a primeira comprovação de regulação direta de transcrição gênica através de produtos metabólicos, porém a região mínima de ligação de G6P à MondoA ainda não foi elucidada, sendo este o objetivo principal deste projeto. Para tal, propomos o planejamento de uma série de construções abrangendo as regiões MCR I a V, com foco na produção heteróloga em sistemas bacterianos, para posterior cristalização, resolução estrutural e caracterizações bioquímicas e biofísicas dessas regiões em complexo com G6P.