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Investigação de stop códons (TGA) recorrentes na região NS5A do Vírus da Hepatite C

Processo: 13/02856-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Cintia Bittar Oliva
Beneficiário:Guilherme Rodrigues Fernandes Campos
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Virologia   Vírus da hepatite C

Resumo

O vírus da hepatite C (HCV) é um vírus de RNA fita simples positiva, pertencente à família Flaviviridae. A infecção leva a quadros de inflamação do fígado que em geral são assintomáticos, mas quando a infecção se torna crônica, pode causar problemas como a cirrose hepática, fibrose e hepatocarcinoma. Acredita-se que aproximadamente 150 milhões de pessoas no mundo são acometidas por essa doença. O tratamento é feito com o uso de medicamentos, como o interferon e a ribavirina, mas nos casos mais graves, o transplante de fígado se torna necessário. Por possuir genoma de RNA, o HCV possui alta taxa mutacional, o que leva a classificar esse vírus em sete genótipos e diferentes subtipos. Dentre suas proteínas, a NS5A se mostra importante por atuar tanto na resistência do vírus ao interferon quanto nos processos apoptóticos de células danificadas, com possível papel na hepatocarcinogênese. Em estudos recentes, foram encontradas mutações que dão origem a stop codons recorrentes em diferentes pacientes na região genômica da proteína NS5A. A presença desses stop codons levaria a parada precoce da tradução da poliproteína impedindo a codificação da NS5A completa e por consequência da proteína seguinte, a RNA polimerase dependente de RNA viral NS5B. Apesar da aparente defectividade do vírus a recorrência levou a busca de explicações alternativas para a presença dessas mutações. O códon TGA frequentemente leva a parada da tradução, contudo em alguns casos pode ocorrer a codificação de um aminoácido específico, a selenocisteína. O objetivo desse estudo é avaliar em cultura de células o impacto da presença do códon TGA na posição 111 (originalmente TGG) da proteína NS5A em sua tradução.