Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação da interação biológica entre compósito de quitosana, colágeno e hidroxiapatita e tecido ósseo ovino

Processo: 13/00878-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:André Luis do Valle de Zoppa
Beneficiário:Geissiane de Moraes Marcondes
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Ovinos   Biomateriais   Ortopedia   Polímeros naturais   Teste de biocompatibilidade

Resumo

Na ortopedia humana e veterinária, muitas vezes são necessários grandes reparos em função de perdas ósseas, tanto por origem cirúrgica ou patológica, sendo indispensável o uso de implantes para correção estética e funcional dos membros. Há anos as ovelhas vêm sendo utilizadas como modelos experimentais para estudos em ortopedia humana, devido a similaridade em relação ao peso, estrutura óssea e articular e regeneração óssea. Há uma tendência em utilizar ovelhas para estudos em medicina veterinária também, principalmente na ortopedia equina, por ser um animal de menor porte e fácil manejo, sendo que o número de animais estudados pode ser maior, resultando em maior relevância estatística. Muitos pesquisadores têm se empenhado em desenvolver e estudar a compatibilidade de diferentes tipos de implantes, com o propósito de promover melhor reparação de áreas ósseas lesionadas. Os materiais de origem biológica, conhecidos como biomateriais, estão sendo usados, principalmente na confecção de próteses e órteses. Na ortopedia, o uso de biomateriais para estimular a osteoindução e/ou osteocondução em fraturas com perda de substância óssea ainda precisa buscar melhores formas de utilização. Os polímeros naturais são geralmente biodegradáveis e possuem excelente biocompatibilidade quando comparados aos polímeros sintéticos. A quitosana, um biomaterial natural, fomenta o crescimento celular através da forte aderência que as células adquirem com o polímero e proliferam mais rapidamente. Devido às propriedades de biocompatibilidade e biodegradabilidade, este polímero pode atuar como substituto ósseo e, ao longo do tempo, ser substituído. A hidroxiapatita e o colágeno também são biomateriais naturais, sendo utilizados como matriz extracelular natural, servindo como suporte para o crescimento de um novo tecido, por exemplo tecido ósseo. Neste projeto de pesquisa serão utilizadas seis ovelhas adultas não prenhes, será confeccionada uma falha óssea circular de 7 mm de diâmetro com auxílio de uma trefina, em cada osso III/IV metacarpiano (terço proximal). Posteriormente, em um dos membros e de forma aleatória serão implantadas mantas ósseas a base de quitosana, hidroxiapatita e colágeno, sendo que o outro membro servirá como controle. No pós-operatório os animais serão avaliados seguindo o protocolo a saber: grau de claudicação, exame físico geral, exames radiográficos, exames ultrassonográficos e termografias. Ao completar 60 dias, as ovelhas serão submetidas a novo procedimento para a realização da biópsia óssea na área do implante, os fragmentos coletados serão submetidos a avaliações histológicas (microscopia óptica e eletrônica de varredura). O objetivo deste estudo é avaliar o processo de reparação tecidual e o comportamento de mantas ósseas de quitosana, hidroxiapatita e colágeno no tecido receptor a partir de falhas ósseas experimentais no osso III/IV metacarpiano de ovinos. (AU)

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
MARCONDES, Geissiane de Moraes. Avaliação da interação biológica entre compósito de quitosana, colágeno e hidroxiapatita e tecido ósseo ovino. 2014. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia São Paulo.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.