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A economia criativa e a crise da indústria fonográfica: estudo da cadeia produtiva de música independente de Bauru

Processo: 13/00405-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2013
Vigência (Término): 30 de setembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Comunicação
Pesquisador responsável:Juarez Tadeu de Paula Xavier
Beneficiário:Solon Barbosa Veloso Neto
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Jornalismo cultural   Economia criativa   Diversidade cultural   Indústria fonográfica   Bauru (SP)

Resumo

Ao longo da última década (2002-2012), o governo brasileiro, através do Ministério da Cultura, se propôs a utilizar-se da diversidade cultural do Brasil como franco ativo do desenvolvimento econômico e da diminuição da desigualdade social. A Economia Criativa é o principal foco dessa mobilização. O Plano Nacional de Cultura (PNC) de 2010, e a criação da Secretaria de Economia Criativa, em 2011, são reflexos dessa preocupação. As pesquisas do Núcleo de Observação e Estudos em Economia Criativa (Neocriativa) mostram que a cidade de Bauru tem um potencial território criativo. Dentro desse território desponta o cenário da música independente. A cidade conta com Pontos de Cultura (programa nacional do ministério da cultura para financiamento de projetos sociais e culturais), como o "Periferia Legal", e o "Acesso Popular", que fomentam na comunidade a formação e o interesse no universo do Hip-Hop, enquanto grupos como o Enxame Coletivo, ligado à organização "Fora do Eixo", organizam anualmente festivais como a "Semana do Audiovisual", SEDA, e o "Festival Canja" (participante do Circuito Paulista de Festivais) que dá espaço às bandas independentes da cidade. O cenário musical independente se desenvolve em espaços como esses, utilizando um território que o arranjo produtivo da Indústria Fonográfica não suporta devido ao novo modelo de negócio empregado: capilarizado, horizontal e colaborativo. Devido ao seu desenvolvimento crescente, este modelo de negócio e gestão carece de estudo e análise. E a isso se propõe este estudo, como parte integrante de um estudo macroambiental da economia criativa desenvolvido pelo Neocriativa, para que haja produção científica e levantamento de dados sobre essa nova forma de organização, que vem se mostrando capaz de fazer frente às formas antigas, adaptando-se aos novos tempos e à atualidade do mercado, além de mostrar potencial de inclusão social, atingindo as classes subalternas. Não há uma editoria com cobertura global da Economia Criativa. Frente a esse cenário, o Jornalismo Cultural necessita de um novo parâmetro para uma abordagem sistemática e abrangente da Economia Criativa. A contribuição desta pesquisa passará por uma coleta de dados por meio de entrevistas utilizando técnicas jornalísticas para buscar uma abordagem adequada, no caso, do subterritório criativo da música. Portanto, a contribuição desta pesquisa é a constituição de uma política editorial capaz de dar conta do fenômeno da economia criativa. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: