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Composição e organização trófica da ictiofauna do rio capivara (Botucatu, SP): uma análise em escala temporal

Processo: 13/01968-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia de Ecossistemas
Pesquisador responsável:Virginia Sanches Uieda
Beneficiário:Pedro Sartori Manoel
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Deposição de sedimentos   Dieta

Resumo

A fauna de peixes de riachos é representada principalmente por peixes de pequeno porte, com grande flexibilidade e capacidade de ajuste frente a alterações espaciais e temporais no habitat. Destas, o assoreamento proveniente de ações antrópicas pode gerar grande perda na heterogeneidade espacial e na oferta de recursos. O Rio Capivara (Botucatu, SP) ao longo da última década vem sofrendo um acentuado processo de assoreamento decorrente da retirada da mata ciliar para a formação de pastagens e plantio de Eucalyptus, com mudanças na granulometria do substrato e diminuição no volume de água. O objetivo do projeto será verificar o quanto este processo de assoreamento pode ter exercido influência sobre a composição e dieta da ictiofauna. Para isto serão comparados dados de uma dissertação de mestrado realizada em 1992/1993 e dados a serem coletados em 2013, ambos no trecho localizado na Fazenda Indiana. Os peixes serão coletados em fevereiro e agosto de 2013, estação chuvosa e seca respectivamente, para análise da composição e dieta. Quanto aos resultados de 1992/1993, os dados de composição de espécies serão buscados na dissertação e em trabalhos já publicados, enquanto os dados da dieta foram cedidos para uso no presente trabalho. A hipótese é de que a grande perda de heterogeneidade ambiental decorrente do assoreamento tenha influenciado tanto na ocorrência de espécies bentônicas que dependem do substrato rochoso para reprodução e alimentação, quanto de espécies nectônicas que necessitam de um mínimo de volume de água para forragear. Espera-se também que esta simplificação do habitat tenha reduzido a oferta de recursos e, assim, simplificado a dieta das espécies.