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Malária aviária e pinguins no Brasil: estudo epidemiológico e patológico de uma enfermidade com potencial risco à conservação da avifauna

Processo: 13/04895-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunoquímica
Pesquisador responsável:Jose Luiz Catao Dias
Beneficiário:Marina von Atzingen dos Reis
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/51801-5 - Malária aviária e pinguins no Brasil: estudo epiemiológico e patológico de uma enfermidade com potencial risco à conservação da avifauna, AP.TEM
Assunto(s):Imunidade humoral   Pinguim-de-Magalhães   Malária aviária   Anticorpos monoclonais   Imunoglobulina M   Imunoglobulina G   Técnicas imunoenzimáticas   ELISA em animal

Resumo

O pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus), habitante da Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, visita a plataforma continental brasileira durante sua migração invernal. Uma fração significativa destes animais atinge nossas praias com saúde debilitada, recebendo atendimento em Centros de Reabilitação (CR) distribuídos no litoral brasileiro. Dentre as principais doenças infecciosas que acometem estes animais está a malária aviária, responsável por parte da alta taxa de mortalidade observada. Portanto, valendo-se de métodos biomoleculares, sorológicos, patológicos e hematológicos, o projeto visa contribuir para a compreensão do processo anatomopatológico e dos padrões epidemiológicos da infecção malárica em pinguins-de-Magalhães de CRs e mantidos em cativeiro e, neste contexto, inferir sobre o potencial impacto desta doença para a conservação destas aves marinhas. Os sistemas imunoenzimáticos (ELISA) são considerados de grande utilidade para o diagnóstico de diversas infecções devido à sua alta sensibilidade, simplicidade de execução e rapidez (Guthmann et al., 2002). No caso da malária aviária, ensaios de ELISA que permitam a pesquisa de anticorpos antígeno-específicos de classes distintas podem representar um bom indicador da fase de infecção dos animais, ou seja, fase aguda com altos títulos de IgM e produção de IgG na fase de convalescença da doença. Para tanto, iremos utilizar anticorpos policlonais produzidos em camundongos em resposta a imunização com os fragmentos Fc de IgM e IgG de pinguim. Com este ensaio será possível, portanto sugerir exposição presente (altos títulos de IgM) ou passada (altos títulos de IgG) da ave ao plasmódio, em função da detecção do padrão de resposta imune humoral específica. Outra alternativa de ELISA para a determinação da malária aviária está fundamentada na utilização de anticorpos monoclonais específicos contra os fragmentos Fc de IgG e IgM de pinguim. A primeira técnica para obtenção de anticorpos homogêneos ou monoclonais de especificidade definida foi descrita por Georges Köhler e Cesar Milstein em 1975. A obtenção de anticorpos monoclonais baseia-se na fusão de um linfócito B produtor de anticorpo de especificidade única com células de mieloma, um tipo de tumor de linfócito B, não secretor de anticorpo e imortal. As células híbridas ou hibridomas podem ser mantidas in vitro indefinidamente e possuem a capacidade de secretar anticorpos com especificidade definida (monoclonais) em grandes quantidades independentemente do uso de animais. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
Un viaje sin vuelta 
Viagem sem volta 

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BIZELLI, CAMILA C.; SILVA, SANDRIANA R.; DA COSTA, JESSICA D.; VANSTREELS, RALPH E. T.; ATZINGEN, MARINA V.; SANTORO, MARCELO L.; FERNANDES, IRENE; CATAO-DIAS, JOSE L.; FAQUIM-MAURO, ELIANA L. Isolation and Characterization of IgM and IgY Antibodies from Plasma of Magellanic Penguins (Spheniscus magellanicus). AVIAN DISEASES, v. 59, n. 1, p. 79-86, MAR 2015. Citações Web of Science: 1.

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