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A/r/tografia de um corpo-experiência: arte contemporânea, feminismos e produção de subjetividade

Processo: 12/16383-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social
Pesquisador responsável:Fernando Silva Teixeira Filho
Beneficiário:Roberta Stubs Parpinelli
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil
Assunto(s):Feminismo

Resumo

A partir da minha experiência como psicóloga e artista visual me propus nessa pesquisa a criar intercessores entre psicologia e arte contemporânea para pensar e produzir modos de subjetivação afeitos ao devir e às multiplicidades. Acreditando na relevância ética, estética e política de se investir na produção de subjetividades plurais e pós-identitárias, o objetivo dessa pesquisa é explorar a arte como um vetor de subjetivação capaz, potencialmente, de enriquecer e singularizar nossos campos de experiências. Positivando as diferenças enquanto alteridade, tal enriquecimento pressupõem tanto a desconstrução de valores e normas que nos são dados como prontos e imutáveis, quanto à assunção de um novo gosto pela vida sem distinção de raça, gênero, classe, etnia ou espécie. Falamos, pois, da arte como meio para resignificar nossas relações com o mundo e conosco, como via para criar outros modos de pensar e viver nossas práticas, desejos e valores. Nessa perspectiva, em interface com os feminismos no que eles têm de força transformadora, subversiva e inventiva, utilizei recursos imagéticos e literários para criar outras figuras de subjetividade, outras figurações para o corpo e para o sujeito. Figurações nômades, ciborgues e híbridas convocadas para pensarmos modos de subjetivação múltiplos e pós-identitários, menos atados a essencialismos e naturalizações que justificam hierarquias de poder. Utilizando a A/r/tografia como método, pude aqui falar de arte fazendo arte. Nesse percurso, ao explorar algumas de minhas proposições, assim como a de vários outros artistas, tracei um trajeto repleto de marcas, memórias e referências que foram cartografadas para fazer ver os mapas intensivos que moveram a pesquisa. São essas intensidades que apontam para o plano das forças moleculares e micropolíticas implicadas no percurso do pesquisar. A/r/tografar essas forças foi o modo que encontrei para dar forma a alguns gestos de resistência à lógica biopolítica que anestesia e dociliza nossos corpos e subjetividade. Gestos que se materializaram em proposições artísticas movidas por um desejo intenso de escapar e criar saídas às forças que segregam a vida e nos capturam por todos os lados, nos subjetivando por dentro e por fora. Combinando arte, feminismos e psicologia, busquei experimentar e produzir um conhecimento crítico e sensível, capaz de mobilizar em nossos corpos e subjetividade um poder de afetar e ser afetado. Sob outro umbral de sensibilidade é possível dar passagem aos fluxos minoritários da vida e nos experimentarmos enquanto outro. Talvez assim, como corpo sensível e aberto às forças do mundo, podemos pensar uma arte de viver que afirme a vida em sua exuberância e multiplicidade.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ROBERTA STUBS; FERNANDO TEIXEIRA-FILHO; DOLORES GALINDO. EXPERIÊNCIAS E APONTAMENTOS PARA A PESQUISA EM PSICOLOGIA BASEADA NAS ARTES. Psicologia & Sociedade, v. 32, p. -, 2020.

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