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Avaliação do desaparecimento das bandas oligoclonais no líquido cefalorraquiano de pacientes com Esclerose múltipla tratados com natalizumabe associada à evolução clínica, radiológica, imunológica e a susceptibilidade para infecção pelo vírus JC.

Processo: 13/00550-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Leonilda Maria Barbosa dos Santos
Beneficiário:Felipe von Glehn Silva
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/11959-7 - Estudo das células apresentadoras de antígenos na patogênese da esclerose múltipla e impacto dos diferentes tratamentos sobre o sistema immune inato, BE.EP.PD
Assunto(s):Esclerose múltipla   Neuroimunologia   Linfócitos B   Natalizumab

Resumo

Nos últimos anos, várias medicações foram lançadas no mercado, chamadas de terapias modificadoras da Esclerose Múltipla (EM), mas com um controle parcial sobre a doença, como os interferons beta recombinantes (IFN- ²) e o acetato de glatirâmer (AG). Em 2006, um anticorpo monoclonal humanizado (natalizumabe), que se liga à subunidade ±4 das integrinas expressas na superfície de células T ativadas, foi lançado com eficácia superior às terapias existentes, mas com um efeito adverso grave, a Leucoencefalopatia Multifocal Progressiva (LEMP) causada pelo vírus JC. O natalizumabe bloqueia a transmigração de linfócitos T auto-reativos através da barreira hemato-encefálica para o SNC, reduzindo a resposta inflamatória. Recentemente, descrevemos o desaparecimento das bandas de IgG (BOC) do líquido cefalorraquiano (LCR) de pacientes em uso do natalizumabe. Uma das características da EM é a presença e persistência das BOC e nenhum tratamento até então tinha interferido na sua produção. Esta observação foi interpretada como um efeito direto do tratamento com o natalizumabe. O significado desse fenômeno ainda é incerto, mas pode demonstrar ser um marcador de interferência no processo inflamatório da doença e/ou de aumento do risco para infecção pelo vírus JC. O objetivo desse estudo é avaliar pacientes portadores de EM tipo recorrente remitente tratados com natalizumabe, verificando a freqüência do desaparecimento da BOC no LCR, estudar se existe evolução diferenciada no curso clínico, radiológico e imunológico dos grupos com e sem BOC. No estudo imunológico é nosso objetivo verificar a função efetora e supressora dos linfócitos B na periferia e associar os achados com a formação de pseudofolículos linfóides na pia-máter através da imagem por ressonância magnética. Todas essas observações seriam de grande ajuda no sentido de explicar se o desaparecimento das BOC é um marcador de risco para infecção pelo vírus JC no SNC.O estudo deste fenômeno, nunca antes descrito, ajudará a entender melhor mais um aspecto da resposta inflamatória autoimune do SNC na EM, assim como os riscos da LEMP nesta população, o que poderá beneficiar os pacientes e a tomada de decisão terapêutica individualizada por partes dos médicos.