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A ecfrásis na poesia de Albano Martins

Processo: 13/05117-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de julho de 2013
Vigência (Término): 07 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Outras Literaturas Vernáculas
Pesquisador responsável:Alvaro Cardoso Gomes
Beneficiário:Alvaro Cardoso Gomes
Anfitrião: Maria João Pinto Coelho Reynaud
Instituição-sede: Universidade de Santo Amaro (UNISA). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade do Porto (UP), Portugal  
Assunto(s):Literatura portuguesa   Poesia

Resumo

O presente projeto - "A ecfrásis na poesia de Albano Martins" - prende-se a pesquisas de caráter interdisciplinar que venho realizando, já há alguns anos, em torno da figura retórica da ecfrásis. Na origem, a ecfrásis significava apenas a descrição literária que servia para tornar visíveis os objetos da realidade, de maneira a que os poetas pudessem realizar com isso uma mimese da natureza. Desse modo, de acordo com o preceito horaciano do ut picturas poesis, concebia-se que a representação verbal da poesia devia ser análoga ou equivalente à não-verbal das artes plástica. Mais adiante, o sentido do termo ecfrásis sofreu uma alteração, ao implicar o princípio de que o poeta deveria imitar não os objetos da realidade em si, mas a ficção dos objetos - em consequência, ela passa a ser caracterizada mais como mimese da cultura do que da natureza propriamente dita, conforme Barbara Cassin. É este sentido da ecfrásis que pretendemos empregar em nosso projeto. Para tanto, desprezaremos a descrição, em geral, e/ou a mimese da natureza, muito presente em Albano Martins e nos concentraremos no estudo daqueles poemas que se prestam à descrição de quadros e esculturas, presentes nos seguintes livros: Inconcretos domínios (1980), Entre a Cicuta e o Mosto (1992) e, principalmente, em A Voz do Olhar (1998). Nosso intento é mostrar como Albano Martins mimetiza dados de cultura - telas e peças escultóricas -, visando à criação de objetos estéticos com vida própria e paralelos a telas e esculturas contempladas, para preencher um vazio, deixado quando o prazer estético, após a contemplação, correr o risco de diluir-se ou apagar-se. Ao mesmo tempo, pretendemos também verificar como o poeta realiza esse diálogo entre o código verbal e os códigos não-verbais e os recursos estilísticos de que se serve para que a linguagem poética possa encontrar equivalência com a pictórica e escultórica. (AU)

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