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Movimentos contra-hierárquicos na fabricação dos coletivos na rede social do rio Uaupés

Processo: 12/15776-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Beatriz Perrone-Moisés
Beneficiário:Pedro Augusto Lolli
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Organização social   Comportamento ritualístico   Xamanismo   Antropologia política

Resumo

O presente projeto tem como objetivo geral a investigação da constituição dos coletivos na rede social do Noroeste Amazônico. Esta investigação pretende colocar em revisão a dualidade hierarquia e igualdade característica a essa rede social, a partir da posição inferior dos Yuhupdeh, comumente referidos como Maku, e que se contrapõe a posição superior dos Tukano. Com isso será problematizada a distinção de duas figuras sociais que emergem dessa diferença hierárquica, na qual, de um lado, encontra-se o hierárquico, o sedentário, o rígido, o fechado, o ideal, o exogâmico, o indío do rio, o horticultor, o 'complexo' - o anverso da rede; e de outro, o igualitário, o semi-nômade, o fluido, o aberto, o pragmático, o endogâmico, o índio da floresta, o caçador, o rudimentar - o verso da rede. O experimento desse projeto é não tratar essas dicotomias nem como verso e anverso nem como perfeitamente simétricas. É a partir da revisão dessas dicotomias que se pretende enfrentar o problema da constituição dos coletivos da rede social do Noroeste Amazônico.