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A variabilidade da frequência cardíaca como um dos indicadores de estresse crônico e de risco cardiovascular em adultos assintomáticos

Processo: 13/04160-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de março de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Regina Celia Spadari
Beneficiário:Mayara Silveira Bianchim
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/07282-6 - Nível de atividade e aptidão física e sua associação com o declínio da função pulmonar em adultos do município de Santos, Brasil, AP.JP
Assunto(s):Estresse crônico   Frequência cardíaca   Fatores de risco

Resumo

A frequência cardíaca (FC) apresenta flutuações rítmicas, que são essenciais para a manutenção da homeostase. A Variabilidade da Frequência Cardíaca (VFC) pode ser medida a partir da análise dos intervalos R-R do eletrocardiograma, um método não invasivo, fiel e de baixo custo. Essa medida reflete a modulação da atividade cardíaca pelo sistema nervoso autônomo. Essa modulação possui grande significado em várias condições clínicas e funcionais, refletindo modificações fisiológicas e metabólicas do organismo. Assim sendo, condições que interferem no balanço simpato / vagal podem causar alterações na VFC, o que justifica a utilização dessa medida como ferramenta para estudar as alterações orgânicas associadas, por exemplo, ao envelhecimento, às doenças cardiovasculares, obesidade e ao treinamento físico. O estresse é um importante fator de risco para a gênese das doenças cardiovasculares, e das demais doenças crônicas não transmissíveis. Um dos principais objetivos atuais da pesquisa em estresse é o de estabelecer marcadores biológicos que permitam identificá-lo. Alguns mediadores da resposta de estressor coordenam as reações fisiológicas que resultam na resposta de luta ou fuga. Quando não é possível fugir ou lutar estes mediadores promovem adaptação à nova situação. Essa adaptação nem sempre é bem sucedida ou alcançada pelo organismo, e pode levar ao aparecimento das doenças relacionadas ao estresse. No entanto, ainda são escassos os estudos na literatura abordando a correlação do estresse e os outros fatores de risco para doenças cardiovasculares com a VFC. Além disso, ainda não foram investigadas as correlações entre a VFC e os riscos cardiovasculares em indivíduos idosos e de meia idade assintomáticos. Assim sendo, a determinação dos fatores fisiológicos, ambientais e comportamentais determinantes na patogênese dessas doenças é importante para estabelecer medidas que minimizem sua instalação e seus efeitos negativos nesta população. O objetivo deste projeto é estabelecer um protocolo para avaliar a associação da variabilidade da frequência cardíaca com o estresse crônico e os fatores de risco cardiovasculares em população idosa assintomática. Serão recrutados cento e cinquenta voluntários, entre 50 a 70 anos. Indivíduos com doença de Chagas, infarto agudo do miocárdio, doença coronariana, serão excluídos da amostra. Evidências de acometimento osteoarticular, neuromuscular ou metabólico capaz de impedir a execução de exercícios físicos, também serão critérios de exclusão para este estudo. Serão realizadas avaliação antropométrica, da composição corporal e de concentração sanguínea de glicose e lipídeos. Dados da frequência cardíaca serão coletados por meio de frequencímetro Polar e, posteriormente analisados pelo software Kubios para determinação da variabilidade da freqüência cardíaca (VFC). A utilização o protocolo de rampa durante o teste ergoespirométrico avaliará a capacidade de exercício pela análise do VO2 máximo. A concentração salivar de cortisol e o Questionário de Estresse Percebido comporão a avaliação do estresse. (AU)

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