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Avaliação da motilidade gástrica em ratas prenhes diabéticas

Processo: 13/05044-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica de Processos e Sistemas
Pesquisador responsável:José Ricardo de Arruda Miranda
Beneficiário:Laís Bueno da Silva
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/07639-9 - Motilidade gastrintestinal: investigações clínicas, fisiopatológicas e biofarmacêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Física médica

Resumo

A reprodução é uma característica inerente ao ser vivo permitindo que animais perpetuem sua espécie. A gravidez em humanos é um evento que envolve mudanças fisiológicas, bioquímicas e anatômicas extensas no organismo materno e estas alterações podem ser sistêmicas ou locais. O trato gastrointestinal é afetado pela expansão do útero durante a gestação. Isto, em combinação com o aumento das pressões intragástrica, aumento do volume e produção de ácidos, predispõe ao refluxo e à azia. Sintomas como náuseas e vômitos observados no primeiro trimestre ocorrem de 50% a 90% de todas as gestações e estão relacionados com o aumento da prevalência de disritmias gástricas de ondas lentas, afetando a motilidade gástrica. Estudos em animais mostram que a progesterona tem efeitos inibitórios sobre a musculatura lisa gastrointestinal. Além disso, a progesterona diminui a tensão de relaxamento do fundo gástrico e reduz a velocidade de propagação das ondas lentas gastrointestinais, possivelmente por diminuir o grau de acoplamento elétrico entre as células musculares lisas, e a mudança na concentração desse hormônio pode ser a possível causadora de disritmia e náusea na prenhez [13]. No trabalho anterior a esse projeto (processo FAPESP 2010/14845-4) obtivemos resultados da motilidade gástrica nas diferentes fases do ciclo estral. O Diabetes mellitus é um problema de saúde pública mundial e está frequentemente associado com sintomas e distúrbios da motilidade gastrointestinal. Essa doença compreende um grupo de distúrbios metabólicos caracterizados por hiperglicemia crônica resultante de defeitos na ação da insulina ou na sua secreção. Anormalidades na motilidade gástrica ocorrem em 30-50 % dos pacientes com longo histórico de diabetes. Na literatura, estas anormalidades, particularmente sintomas de atraso no esvaziamento gástrico, têm sido muitas vezes atribuídas à gastroparesia, desenvolvida como conseqüência da neuropatia autonômica diabética. Em indivíduos saudáveis, a concentração de glicose plasmática é fortemente regulada e mantida dentro de uma faixa estreita e estas concentrações desempenham um papel na regulação da motilidade gastrointestinal. No entanto, indivíduos com diabete tipo 1 (DM1), apresentam uma diminuição significativa do esvaziamento gástrico. Como a incidência do diabete continua crescendo cada vez mais em indivíduos de todas as idades, mulheres em idade fértil têm risco aumentado de desenvolver o diabete durante a gestação. Além do grande número de gestantes que desenvolvem DMG, existem gestantes previamente diabéticas do tipo 1 ou 2 (DM1 ou DM2) que aumentam ainda mais esse número. Esse tipo de gestação exige atenção e cuidados especiais tanto com a mãe como com o feto.Por outro lado, métodos empregando o biomagnetismo estudam os campos magnéticos gerados pelos organismos vivos ou por materiais magnéticos presentes no mesmo. A Biosusceptometria de Corrente Alternada (BAC) é uma técnica biomagnética que vem sendo utilizada devido às vantagens como baixo custo e boa sensibilidade. A BAC quando associada às técnicas usuais para o registro elétrico - como a Eletromiografia (EMG) e a Eletrogastrografia (EGG) - proporcionará um modelo capaz de detalhar o perfil elétrico e mecânico em condições normais e alteradas. Além disso, a relação entre os registros elétricos e mecânicos e as concentrações dos hormônios hCG, estradiol e progesterona durante a gestação diabética, pode ajudar a evidenciar os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nos distúrbios gastrointestinais observados. Desta forma, almeja-se dar continuidade e associar este estudo a outros trabalhos de pós graduação desenvolvidos neste laboratório, fazendo análise da motilidade e do esvaziamento gástrico e avaliando o desenvolvimento de possíveis alterações gástricas ao longo da prenhez em um animal diabético.