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Efeitos do treinamento físico sobre a via miostatina/folistatina e o trofismo de músculos esqueléticos e cardíaco de ratos espontaneamente hipertensos com insuficiência cardíaca

Processo: 13/09052-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Marina Politi Okoshi
Beneficiário:Felipe César Damatto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50512-5 - Efeitos do treinamento físico sobre a via miostatina/folistatina e o trofismo de músculos esqueléticos e cardíaco de ratos espontaneamente hipertensos com insuficiência cardíaca, AP.R
Assunto(s):Folistatina   Miostatina   Atrofia muscular   Sistema musculoesquelético

Resumo

A insuficiência cardíaca crônica caracteriza-se por redução da tolerância aos exercícios com ocorrência precoce de fadiga e dispneia. Além de disfunção cardíaca e pulmonar, anormalidades intrínsecas da musculatura esquelética têm sido responsabilizadas pela intolerância aos esforços físicos. Recentemente, foi observado que a via miostatina/folistatina tem importante papel na manutenção do trofismo muscular. Estudos sobre seu papel fisiológico mostraram correlação negativa entre expressão gênica da miostatina e massa muscular, o que sugere seu potencial para induzir hipotrofia da musculatura esquelética. Atualmente, considera-se que o exercício físico apresenta papel importante no tratamento de doentes com insuficiência cardíaca. Entretanto, ainda não são conhecidos os mecanismos pelos quais o exercício físico modula o trofismo muscular na insuficiência cardíaca. Um dos modelos experimentais muito utilizados para o estudo da insuficiência cardíaca é o rato espontaneamente hipertenso (SHR). Estes animais apresentam, precocemente, hipertensão arterial e hipertrofia ventricular esquerda e, em idade avançada, desenvolvem insuficiência cardíaca. Não identificamos trabalhos que avaliaram o comprometimento da musculatura esquelética em ratos SHR com insuficiência cardíaca. Neste trabalho testaremos a hipótese que a atrofia da musculatura esquelética está associada a alteração da via miostatina/folistatina e pode ser atenuada pelo treinamento físico prolongado. Devida à escassez de dados sobre o papel da via miostatina/folistatina na remodelação cardíaca, avaliaremos esta via também no músculo cardíaco. Assim, os objetivos deste estudo são: 1) avaliar se a atrofia da musculatura esquelética de ratos espontaneamente hipertensos com insuficiência cardíaca está associada a alteração da via de sinalização intracelular miostatina/folistatina; 2) determinar se o treinamento físico aeróbio atenua o processo de atrofia e se interfere na expressão das proteínas miostatina/folistatina dos músculos esqueléticos sóleo e gastrocnêmio de ratos espontaneamente hipertensos com insuficiência cardíaca; 3) avaliar a via miostatina/folistatina no miocárdio de ratos espontaneamente hipertensos com insuficiência cardíaca e determinar se o treinamento físico aeróbio atenua a processo de remodelação cardíaca e as alterações da via miostatina/folistatina de ratos espontaneamente hipertensos. A partir de 16 meses de idade, os animais serão submetidos a protocolo de exercícios em esteira três dias por semana, durante quatro meses. Avaliação cardíaca será realizada no início e final do período experimental por ecocardiograma. A morfologia dos músculos esqueléticos sóleo e gastrocnêmio e do miocárdio será avaliada em cortes histológicos corados por hematoxilina e eosina. A expressão e quantificação da miostatina e folistatina serão avaliadas por PCR em tempo real e por Western blot, respectivamente. A análise estatística será realizada por ANOVA para o esquema fatorial 2X2, complementada com o teste de comparações múltiplas de Tukey. O nível de significância considerado será de 5%. (AU)