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Papel do polimorfismo I/D do gene da ECA sobre o sistema renina angiontensina e marcadores de hipertrofia cardíaca no coração de camundongos diabéticos

Processo: 12/22283-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Tatiana de Sousa da Cunha Uchiyama
Beneficiário:Roseli Peres Moreira Silvério
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema renina-angiotensina   Diabetes mellitus

Resumo

Com o crescimento exponencial do diabetes melito (DM) nas últimas décadas, muita atenção tem sido dispensada às morbidades correlacionadas a esta doença, como as complicações cardiovasculares (DCV), das quais as mais prevalentes incluem hipertensão arterial e doença coronarianas. Além destas, outra forma de doença miocárdica em pacientes diabéticos pode ser desenvolvida sem estar correlacionada diretamente a alterações na pressão arterial ou doença coronariana, como a cardiomiopatia diabética (CMPD). Esta complicação leva a alterações funcionais e estruturais do miocárdio podendo desenvolver, de forma irreversível, hipertrofia ventricular esquerda (HVE) patológica e disfunção sistólica. Além do aumento dos cardiomiócitos, a HVE patológica também é caracterizada pela reprogramação de genes como peptídeo natriurético atrial (PNA), alfa-actina esquelética, alfa-actina cardíaca, alfa-miosina de cadeia pesada (a-MHC) e beta-miosina de cadeia pesada (b-MHC), que atuando em conjunto, modulam a contração cardíaca. Além destas alterações, o DM também é capaz de atuar sobre o sistema renina angiotensina (SRA) estimulando a síntese de angiotensina II (AngII) que também tem papel importante no estímulo da HVE patológica. A principal enzima do SRA, responsável pela conversão de angiotensina I em AngII, é a enzima conversora de angiotensina (ECA), alvo de diversos estudos populacionais e experimentais referentes ao polimorfismo inserção/deleção (I/D) de seu gene. Até o presente, pouco se sabe sobre a influência do polimorfismo I/D do gene da ECA e do DM sobre o desenvolvimento da HVE, embora já tenha sido demonstrado que animais com aumento do número de cópias do referido gene apresentam maior susceptibilidade ao desenvolvimento desta complicação, frente a um estímulo patológico adicional. Desta forma, o objetivo do presente estudo é avaliar a influência do número de cópias do gene da ECA sobre o desenvolvimento da CMPD, buscando identificar a correlação entre os componentes do SRA e marcadores de HVE patológica. Sugerimos que a associação entre o polimorfismo do gene da ECA e o DM possa desencadear alterações no SRA bem como sobre os marcadores de HVE, que possam vir a ser alvos de interesse terapêutico no controle ou prevenção do desenvolvimento da CMPD.