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A teoria literária de Jean-Paul Sartre em sua produção romanesca

Processo: 12/25486-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Arnaldo Franco Junior
Beneficiário:Thiago Henrique de Camargo Abrahão
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Romance   Jean-Paul Sartre   Literatura francesa

Resumo

Jean-Paul Sartre, filósofo e escritor francês do século XX, embasou seus romances nos ditames de seu pensamento existencialista e em suas ideias a respeito da Literatura, considerando a escrita romanesca, cuja tarefa seria a de apresentar-se como meio para possíveis soluções simbólicas dos conflitos existenciais do homem de seu tempo, uma possível via de desvelamento do mundo e de afirmação da liberdade humana. A partir de uma relação dialética entre autor e leitor, Sartre aponta que essas duas partes incitam-se reciprocamente, o que leva ao fato de que a liberdade de um, quando manifesta, desvenda a liberdade do outro. O escritor francês pretendeu, com isso, considerar uma teoria do romance existencial a partir da qual, dentre outros fatores, será abandonada a posição do narrador onisciente, bem como empregada uma técnica de composição romanesca fundada em uma metafísica da liberdade a recusar todo traço de determinismo no decorrer da narrativa.Evidenciam-se, por conseguinte, romances voltados para as inquietações humanas imersas em uma época de grandes conturbações políticas, sociais e culturais, na qual, por meio de uma arte engajada, o autor fomentaria, de acordo com um pacto de generosidade entre ele e o leitor, a reflexão crítica e a responsabilidade humana. É exatamente a questão da liberdade, cara tanto à filosofia quanto à literatura de Sartre, que se faz necessária na questão do engajamento, pois se por um lado o Existencialismo a tem como pedra angular de seus preceitos, condenando o homem a ser livre e responsável por seus atos, por outro lado, e em convergência, em sua teoria literária a liberdade também é requisito essencial para se entender a relação que se estabelece entre escritor e leitor na compreensão da obra literária, afirmando, com isso, a possibilidade de a Literatura elucidar a realidade. Almeja-se, pois, estudar dois romances da produção romanesca de Sartre (da qual fazem parte cinco obras) à luz dos fundamentos elencados pelo autor em seus trabalhos críticos e teóricos, objetivando-se apontar de que modo suas ideias acerca da Literatura são consideradas em sua produção romanesca, assinalando-se as convergências e divergências entre o que Sartre teoriza e o que, de fato, ele cumpre.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
ABRAHÃO, Thiago Henrique de Camargo. A teoria literária de Jean-Paul Sartre em sua produção romanesca. 2015. 173 f. Dissertação de Mestrado - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas..

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