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Desenvolvimento dè epiderme equivalente sôbre membrana dò tipo transwell e membrana biopolimérica

Processo: 13/00735-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Silvya Stuchi Maria-Engler
Beneficiário:Carolina Motter Catarino
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Avaliação de risco   Métodos alternativos

Resumo

Atualmente existe uma forte tendência mundial para o desenvolvimento de testes in vitro que supram o uso de animais em ensaios de avaliação de segurança. No Brasil esta prática ainda é inexistente, porém deverá ser implementada rapidamente para que atenda aos conceitos humanitários internacionais. Para tanto, faz-se necessária uma sistematização metodológica visando gerar uma plataforma de testes em epiderme equivalente, que validada, atenda as demandas das indústrias cosméticas e farmacêuticas, entre outras. A Diretiva Europeia de 1986 induziu a discussão mundial de redução de testes em animais e a 7ª emenda desta Diretiva, publicada em 2004, determinou a transferência dos ensaios para a avaliação de risco para sistema in vitro, e indo além, investiu em tecnologias alternativas. Diferentes abordagens foram desenvolvidas para suprir essa necessidade como, por exemplo, a geração de equivalentes de epiderme, que foi considerada a mais promissora e extensamente investigada. Dois equivalentes de epiderme (EpiDermTM-MATTEK e EPISKINTM L'ORÉAL) comercialmente disponíveis foram validados pelo ECVAM (European Centre for the Validation of Alternative Methods) e outros modelos de epiderme reconstruída estão sendo desenvolvidos em diferentes laboratórios de pesquisa do mundo. Esses dois modelos são recomendados no Guia 431 (Organização para cooperação e desenvolvimento econômico - OECD) que avalia in vitro a corrosão da pele. Embora o guia mencione que os experimentos possam ser realizados com pele reconstruída nos laboratórios onde estes testes são realizados, o desenvolvimento de um equivalente de epiderme na forma de um Kit contribuirá para uma avaliação padronizada. O nosso laboratório vem seguindo a tendência mundial quanto ao desenvolvimento de testes in vitro para avaliação do risco da exposição da pele à substancias químicas, com ênfase em produtos cosméticos e novas moléculas com atividade terapêutica. Sendo assim, este projeto tem como objetivo criar, dentro dos princípios do Guia 431, um equivalente de epiderme e otimizar este processo através da incorporação de uma membrana biopolimérica (PET e colágeno I) como suporte celular. Em perspectiva, este equivalente epidérmico poderá ser utilizado para pesquisa e avaliação de risco de fármacos, medicamentos, cosméticos, substâncias químicas, praguicidas, etc., contribuindo para a geração de métodos alternativos aos testes em animais e inserindo o Brasil na tendência internacional do desenvolvimento de testes para avaliação do risco.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
CATARINO, CAROLINA MOTTER; PEDROSA, TATIANA DO NASCIMENTO; PENNACCHI, PAULA COMUNE; DE ASSIS, SILVIA ROMANO; GIMENES, FABRICIA; LOPES CONSOLARO, MARCIA EDILAINE; DE MORAES BARROS, SILVIA BERLANGA; MARIA-ENGLER, SILVYA STUCHI. Skin corrosion test: a comparison between reconstructed human epidermis and full thickness skin models. EUROPEAN JOURNAL OF PHARMACEUTICS AND BIOPHARMACEUTICS, v. 125, p. 51-57, APR 2018. Citações Web of Science: 1.
PEDROSA, TATIANA DO NASCIMENTO; CATARINO, CAROLINA MOTTER; PENNACCHI, PAULA COMUNE; DE ASSIS, SILVIA ROMANO; GIMENES, FABRICIA; LOPES CONSOLARO, MARCIA EDILAINE; DE MORAES BARROS, SILVIA BERLANGA; MARIA-ENGLER, SILVYA STUCHI. A new reconstructed human epidermis for in vitro skin irritation testing. TOXICOLOGY IN VITRO, v. 42, p. 31-37, AUG 2017. Citações Web of Science: 6.

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