Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo clínico randomizado comparativo do tratamento da fasceíte plantar crônica com ondas de choque e infiltração com corticoesteróides

Processo: 13/03417-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Flavio Faloppa
Beneficiário:Thiago Sato de Castro
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Qualidade de vida   Fasciíte plantar   Ondas de choque   Corticoterapia

Resumo

A fasceíte plantar é definida pela presença de um processo inflamatório na fáscia plantar, tecido fibroso que une a região inferior do calcâneo aos dedos dos pés. Esta condição acarreta dor localizada na região ínfero-medial do calcâneo, em caráter de queimação ou pontada, principalmente durante os primeiros passos de manhã ou no início da marcha após períodos prolongados na posição sentada ou em pé. A Fasceíte plantar acomete cerca de 2 milhões de americanos por ano e até 20% da população ao menos uma vez durante a vida. O diagnóstico da fasceíte plantar é realizado com base na história e no exame físico do paciente com queixa inicial de dor plantar no pé. A palpação é dolorosa na região plantar medial do calcanhar, podendo aumentar em intensidade pela flexão dorsal forçada dos dedos. Exames radiográficos simples, ultrassonográfico e até ressonância magnética evidenciam o processo inflamatório e auxiliam na exclusão de outras patologias infecciosas, inflamatórias ou tumorais. O tratamento inicial é conservador, com base no uso de antinflamatórios não esteróides e esteróides, fisioterapia, uso de muletas ou órteses. O tratamento cirúrgico é raramente utilizado e abrange técnicas como a resseção do esporão, fascectomia ou neurectomia.Uma alternativa para o tratamento da fasceíte plantar é o uso de terapia de ondas de choque, um método que é seguro, inócuo e pode ter grande ação analgésica com uma única aplicação.Vários estudos demonstraram que a Terapia de Ondas de Choque estimula a neovascularização e a produção de colágeno, importante no processo de cicatrização e que possibilita variadas aplicações clínicas como o tratamento de feridas na pele, tratamento de pseudoartroses e de diversas patologias de tecidos moles, como a fasceíte plantar. O objetivo desse estudo é avaliar a efetividade do uso de ondas de choque no tratamento de fasceíte plantar crônica comparado ao tratamento com infiltração com corticoesteróides. Este estudo utilizará a escala visual analógica (EVA) para avaliar a dor no pé com fasceíte plantar, o questionário da American Orthopaedic Foot and Ankle Society (AOFAS) para análise da função do retropé e o questionário de qualidade de vida Short Form 36 (SF-36) para análise da qualidade de vida, antes e depois das intervenções. Este é um estudo primário, intervencional, ensaio clínico, longitudunal, prospectivo, analítico, comparativo, randomizado, controlado, aleatório, que visa testar eficácia de tratamento, com mascaramento unidesconhecido (unicego) realizado no Hospital São Paulo (HSP), pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Serão inclusos pacientes com diagnóstico de fasceíte plantar crônica unilateral realizado através de exame clínico e ultrassonográfico, e que possuam história de tratamento conservador prévio sem sucesso. Os pacientes serão divididos em 2 grupos. O primeiro grupo receberá o tratamento com ondas de choque; e o segundo grupo receberá infiltração com corticoesteróides e uma simulação do tratamento com ondas de choque. Os questionários para avaliação da eficácia do tratamento serão aplicados em todos os pacientes, antes da randomização e no acompanhamento com três semanas, seis semanas e 12 semanas após tratamento, com aplicação das escalas EVA, AOFAS e SF-36 por equipes diferentes das que realizaram o tratamento. Os desfechos primários do estudo serão: avaliar a dor do paciente, através da EVA, avaliar a função do retropé, via aplicação do questionário AOFAS, e análise da qualidade de vida através da aplicação do questionário SF-36. (AU)