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O caminho místico e a figuração da Musa Èm Emílio Moura

Processo: 13/03739-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Antônio Donizeti Pires
Beneficiário:Aline Maria Jeronymo
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Musa   Poesia do Brasil   Intertextualidade   Modernismo

Resumo

Ao principiar os estudos sobre Emílio Guimarães Moura (1901-1971), deparamo-nos com a intencionalidade do poeta em criar um caminho que percorrerá as substâncias da linguagem lírica e existencial e, desse modo, analisaremos e constataremos o caminho místico de Moura e a figuração da Musa em sua poesia inicial, a partir das obras Canto da hora amarga (1936) e Cancioneiro (1945). A obra poética do autor mineiro encontra no universalismo da Segunda Geração Modernista um caminho para a transcendência que emana da poesia sugestiva simbolista e traz à tona o negativismo e o pessimismo que consistem ora em uma poética compulsiva e imanente de indagações do mundo introspectivo, ora na retomada clássica dos mistérios da existência humana e poética. A partir de questionamentos ontológicos o poeta cria a mitificação da própria poesia, que se transforma em musa inspiradora e que só pode ser encontrada em um locus amoenus. Além dessa retomada "neoclássica", há um caráter moderno, com a despersonalização do eu poético, perdido diante de vozes distintas, que resulta em poesia "múltipla". Reavaliaremos, dessa forma, a inserção da poética de Emílio Moura no contexto da literatura moderna/modernista brasileira, por meio de uma revisão bibliográfica do autor e da análise de poemas, fazendo notar a relevância dos questionamentos do poeta acerca da construção metalinguística e da representação do eu multifacetado na poesia século XX.