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Quando o planejamento vai para o brejo: a mobilidade do trabalho e o planejamento territorial na modernização do velho Chico

Processo: 12/21887-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Heinz Dieter Heidemann
Beneficiário:Erick Gabriel Jones Kluck
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Vale do São Francisco   Modernização

Resumo

O projeto aqui apresentado decorre do estudo realizado no mestrado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo, financiado pela FAPESP, que versou sobre as contradições da reprodução do trabalho e os planos estatais de modernização no Médio São Francisco. A questão deste projeto é oriunda desse estudo e de outras reflexões, e se relaciona à dimensão das relações sociais de produção e sua dinâmica territorial contemporânea na modernização. A área escolhida para pesquisa pertence ao município de Barra (BA), no Território de Identidade do Velho Chico - território constituído pelo planejamento estatal - sobre o qual se enfatizará as transformações das relações sociais dos diferentes momentos da reprodução (o assalariamento, o trabalho por dia, as parcerias e a ajuda mútua) aí localizadas. Desde os anos 1960, ao entender as relações de parceria, de ajuda mútua e de pagamento por dia como atrasadas, foram propostas e postas, ações estatais de planejamento no Vale do São Francisco, que transformaram essas relações, fazendo com que muitas pessoas fossem deslocadas e tornadas assalariadas. Esses eram desenvolvidos pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) e, de forma mais incisiva a partir de 1972, pelos Planos Nacionais de Desenvolvimento (PNDs) e pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (CODEVASF).Atualmente o planejamento estatal enfatiza a dimensão territorial, organizando e "fixando" territorialmente as pessoas a partir de critérios de identidade cultural, arranjos produtivos locais (APLs), entre outros. Se antes, entendendo como atrasada a relação social estabelecida entre os posseiros, o planejamento pretendia efetivar a transformação desse sujeito em trabalhador assalariado, hoje, essa relação é "valorizada" como identidade cultural e territorial, ao qual se permite e possibilita a reprodução com incentivo ou subsídio estatal. Por que, isso se torna central ao planejamento estatal? Como isso se apresenta nos diferentes momentos das relações sociais de produção na área de estudo?

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
KLUCK, Erick Gabriel Jones. Quando o planejamento vai para o Brejo: a mobilidade do trabalho e o planejamento territorial na modernização do Velho Chico. 2017. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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