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Polimorfismos do gene do receptor do hormônio anti-müleriano em mulheres inférteis e sua correlação com a estimulação ovariana controlada

Processo: 13/06989-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bianca Alves Vieira Bianco
Beneficiário:Guilherme George Gastaldo
Instituição-sede: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil
Assunto(s):Reprodução humana   Técnicas de reprodução assistida   Indução da ovulação   Hormônio antimülleriano   Polimorfismo genético

Resumo

A infertilidade acomete cerca de 20% dos casais em idade fértil. O estudo de polimorfismos de genes que regulam a função reprodutiva feminina pode ajudar a esclarecer os mecanismos responsáveis pela função gonadal e fertilidade em humanos. Em reprodução humana assistida, a resposta a hiperestimulação ovariana controlada é variável e é difícil de ser prevista. Em mulheres jovens ovulatórias submetidas à fertilização in vitro (FIV), o protocolo de estimulação padrão pode resultar tanto em resposta satisfatória, quanto em resposta inadequada que exige o ajuste da dose de FSH ou na síndrome de hiperestimulação ovariana, uma complicação grave e potencialmente fatal da FIV. A identificação de pacientes com potencial para desenvolver hiper-resposta ou resposta inadequada ao tratamento padrão seria de grande auxílio clínico. Vários parâmetros têm sido postulados como preditores da resposta ovariana. O nível de FSH basal no terceiro dia do ciclo parece ter a melhor capacidade preditiva, mas uma significativa variabilidade intraindividual de ciclo para ciclo tem sido observada. O hormônio anti-müleriano (AMH) também está envolvido na regulação do crescimento folicular. Estudos em camundongos knockout para o gene AMH demonstraram que, na ausência do hormônio, os folículos são recrutados em um ritmo mais rápido e são mais sensíveis ao FSH, sugerindo que esse hormônio pode inibir início do crescimento do folículo primordial e o crescimento induzido pelo FSH. Além disso, estudos em mulheres normo-ovulatórias demonstraram associação de polimorfismos do gene AMH e de seu receptor AMHR2 com os níveis de estradiol durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual sugerindo papel na regulação da sensibilidade ao FSH. Outros autores também demonstraram que o nível basal de AMH está correlacionado com a dose total de gonadotrofinas utilizadas, nível de estradiol, o número de folículos maduros no dia do hCG, o número de oócitos recuperados e taxa de gravidez em mulheres submetidas à FIV. Foi sugerido também que o nível sérico do AMH poderia prever a resposta ovariana inadequada (poor responder) e a síndrome de hiperestimulação ovariana. Além disso, diferentemente do FSH, apesar de durante o ciclo menstrual o AMH apresentar leves flutuações sanguíneas, isso não interfere na interpretação da reserva. Dessa forma, o AMH tem sido considerado atualmente como um promissor biomarcador do status ovariano, além de predizer resultados da FIV; no entanto, variações genéticas no gene que codifica seu receptor podem influenciar a função hormonal. Uma vez que o mesmo polimorfismo pode ter diferentes padrões de associação em diferentes populações, é de grande interesse caracterizar a real relação entre os polimorfismos do gene AMHR2, os níveis séricos de AMH e estradiol e resultados da estimulação ovariana controlada. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PELUSO, CARLA; FONSECA, FERNANDO L. A.; GASTALDO, GUILHERME G.; CHRISTOFOLINI, DENISE M.; CORDTS, EMERSON BARCHI; BARBOSA, CAIO P.; BIANCO, BIANCA. AMH and AMHR2 Polymorphisms and AMH Serum Level Can Predict Assisted Reproduction Outcomes: A Cross-Sectional Study. CELLULAR PHYSIOLOGY AND BIOCHEMISTRY, v. 35, n. 4, p. 1401-1412, 2015. Citações Web of Science: 13.

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