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Inovação curricular e gerenciamento de riscos didático-pedagógicos no ensino de ciências

Processo: 13/05498-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 18 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Ensino-aprendizagem
Pesquisador responsável:Mauricio Pietrocola Pinto de Oliveira
Beneficiário:Mauricio Pietrocola Pinto de Oliveira
Anfitrião: Kenneth Tobin
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : City University of New York, New York (CUNY), Estados Unidos  
Vinculado ao auxílio:08/10470-6 - Inovação curricular em física: transposição didática de teorias modernas e a sobrevivência dos saberes, AP.TEM
Assunto(s):Ensino de ciências   Ensino de física   Formação de professores   Currículos e programas

Resumo

Desde de 2003, vimos pesquisando os limites e possibilidades de mudança nos currículos de Física da Escola Básica, de modo a adequá-los tanto às necessidades da sociedade atual como torná-los mais atuais em relação à ciência praticada hoje nos laboratórios e centros de pesquisa. Focalizamos as mudanças em termos de novos conteúdos como a introdução de conteúdos da Ciência do século XX, mas também buscando modificar a concepção de ciência dos estudantes como em abordagens que privilegiassem aspectos sobre a natureza da atividade científica, e ainda aproveitando as possibilidades ofertadas pelo aparecimento e barateamento das novas tecnologias. Nestes 10 anos, aprendemos muito sobre a complexidade de alterar o que realmente acontece nas salas de aula de ciências nas escolas e perdemos uma certa ?ingenuidade?, comum no mundo acadêmico, de que dispomos dos materiais e conhecimentos necessários para produzir grandes alterações na maneira como se ensina e aprende ciências nos níveis básicos da educação. Longe de nos desmotivar, a constatação da complexidade do problema de modificar os currículos e estratégias de ensino tradicionais fez-nos centrar nossas pesquisas em condições ?reais?, adotando uma metodologia de pesquisa ?naturalizada?, ou seja, capaz de estudar o fenômenos educacional em seu ambiente natural, a sala de aula. Uma conclusão que nos pareceu merecedora de destaque nestes anos de trabalho foi que não basta aos professores reconhecer uma proposta como inovadora em seus próprio termos, mas sim traduzi-la e decodificá-la em termos de sua bagagem teórica e prática, de modo a se constituir em um repertório que lhe atribua a segurança de uma co-autor da mesma. Os professores devem ser capazes de reconhecer seu papel transformador no processo de inovação. Isso poderá auxilá-los em inovações futuras. Um outro aspecto foi a constatação que os professores perceberam que em um processo de inovação curricular a relação entre Professor, Aluno e Saberes a Ensinar se torna mais evidente. Ou seja, além dos conteúdos, muda-se também o conjunto de expectativas e responsabilidades recíprocas entre o professor e os alunos diante de um novo saber, o que Brousseau (1986) chama de Contrato Didático. Num processo de inovação de conteúdo curricular, o professor não apenas irá ensinar um assunto novo, mas também irá negociar um novo contrato didático. Assim, o professor deverá estar disposto a correr um certo risco. E neste caso, ser capaz de gerenciar tal risco exige uma maior autonomia. O presente projeto de pesquisa visa perseguir os estudos sobre as inovações e o gerenciamento de risco didático. Nossa aposta atual é que um dos fatores mais importantes neste processo encontra-se no campo das emoções. Embora certamente o domínio dos conteúdos e das metodologias inovadoras seja condição necessária, parece-nos que elas não são suficientes. Esta ideia vem se concretizando nos últimos tempos a partir de alguns resultados obtidos no grupo de pesquisa. Mais recentemente, vimos desenvolvendo um estudo exploratório para mapear a percepção emocional que esses mesmos professores tem quando desenvolvem atividades inovadoras. Tomamos os estudos desenvolvido por Tobin e colaboradores da Universidade da cidade de Nova Iorque (CUNY) sobre a noção de mindfullness1 e o uso de Heurísticos na tentativa de obter alguns contructos capazes de nos informar sobre o papel que a s emoções desempenham nos processos de gerenciamento de riscos. Cabe no entanto notar que o uso de heurísticos é apenas parte da metodologia de pesquisa utilizada pelo grupo de Tobin. A sua perspectiva de trabalho envolve a ideia de Pesquisa com Evento Orientado(PEO). O projeto proposto visa a apropriação teórico metodológica da PEO, por meio de um plano de trabalho cooperativo com o grupo do Graduated Center da City University of New York. (AU)