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As mulheres-queixadas: metamorfose corporal e ritual de iniciação feminina Jarawara

Processo: 13/03977-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2013
Vigência (Término): 30 de abril de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Marta Rosa Amoroso
Beneficiário:Fabiana Maizza
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):13/21240-0 - O que as "interações rituais" nos dizem sobre o "perspectivismo ameríndio" e vice-versa?, BE.EP.PD
Assunto(s):Jarawara   Rituais religiosos   Animismo   Cosmologia indígena

Resumo

Este projeto tem como tema central a metamorfose corporal dentro do animismo. Ele busca um objetivo duplo: etnográfico e comparativo. Em termos etnográficos, analisará o ritual de iniciação da menina Jarawara para testar a hipótese de que o rito, causando sua transformação em queixada, visa a mudança da perspectiva da jovem sobre o mundo. Isto seria feito através das relações estabelecidas com ela e das ações as quais é submetido seu corpo - a partir da sua menarca e até a sua saída definitiva do ritual. Os artefatos e vestimentas rituais assim como o momento do chicoteamento e as performances que o precedem, serão pensados no âmbito das declinações da alteridade na cosmologia Jarawara. Como ritual é uma preliminar para o matrimônio, acreditamos que esta possível metamorfose possa estar conectada ao casamento tido como uma captura, uma caça ou uma domesticação. Em termos comparativos, propomos uma tentativa de análise que visa entender o ritual pelas relações que gerariam transformação corporal e assim estabelecer um diálogo entre os ritos de iniciação e outras práticas ameríndias que possam ser entendidas pelo prisma da metamorfose ou mudança de ponto de vista: o xamanismo, as doenças, a caça e o contato. Pretende-se, em suma, pensar o corpo da jovem Jarawara durante o ritual a partir das relações no mundo animista, refletindo sobre o ter/ ser/ estar/ trocar de corpo em um mundo onde o corpo é uma categoria relacional e instável. (AU)