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As várias funções dos diminutivos em Português: uma análise sob a perspectiva da semântica formal

Processo: 13/09047-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 31 de maio de 2014
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Renato Miguel Basso
Beneficiário:Manolo Abe Funcia
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Português do Brasil   Semântica formal

Resumo

O diminutivo, comumente classificado como um indicador de dimensão diminuta, pode ter outros usos que vão além de fazer referência a um objeto (animado ou inanimado) com proporções reduzidas de tamanho físico. Se por um lado temos que 'portinha' é uma porta pequena, por outro, 'amarelinha' não é uma "amarela pequena", mas sim um vocábulo de significado autônomo sem relação com grau de diminuição de tamanho. Podemos fazer uso do diminutivo também para veicular intensidade, como em "Este tranquilizante vai te deixar calminho", onde 'calminho' é, em algum sentido a ser explicitado neste projeto, 'mais que calmo'; e o diminutivo ainda pode indicar afetividade, seja para atitudes positivas/apreciativas, como em "Meu filhinho está acima do peso, está com 120 kg", ou para atitudes negativas/pejorativas como em "Aquela mulherzinha veio reclamar do som da festa de novo". Este último uso está fortemente ligado ao falante que o emprega, pois carrega, segundo a hipótese a que investigaremos, a subjetividade de quem o enuncia; sendo assim, os usos do diminutivo como intensificador (caso de 'calminho') e expressivos (afetivos, 'filhinho', e pejorativos, 'mulherzinha') podem ser analisados como implicaturas convencionais conforme definidas por Potts (2005). Em resumo, nosso objetivo aqui é desenvolver para o diminutivo do português uma análise semântico-formal nos moldes daquela desenvolvida por Potts (2005, 2007) para o inglês e por Fortin (2011) para o espanhol, argumentando que o "significado expressivo" se encontra numa dimensão (cf. Potts, 2005) de significado diferente daquele que traz somente o significado proposicional. (AU)