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Nutrição e origem fetal do câncer de mama: efeito da deficiência ou suplementação com zinco no período gestacional de camundongos na suscetibilidade da progênie à carcinogênese mamária

Processo: 13/04960-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Thomas Prates Ong
Beneficiário:Raquel Santana da Cruz
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Nutrigenômica   Micronutrientes   Neoplasias mamárias   Desenvolvimento fetal

Resumo

O câncer de mama é um importante problema global de saúde pública, representando a principal causa de morte entre as mulheres. Dietas ricas em ácidos graxos poliinsaturados ômega 3, flavonóides, vitaminas A e E, bem como em minerais, incluindo selênio e zinco, têm sido associadas a redução de risco de câncer de mama. Zinco, em particular, tem sido considerado micronutriente de notável importância para a saúde, essencial para diversos mecanismos celulares, e pode influenciar o desenvolvimento do câncer de mama através de mecanismos epigenéticos, entre outros. Uma hipótese pouco descrita na literatura, ainda que biologicamente plausível, aponta a origem do câncer de mama já na vida intrauterina, período em que a glândula mamária estaria mais sensível à influência da alimentação e níveis hormonais maternos. A dieta materna no período gestacional parece ter importante influência na modulação do ambiente intrauterino e, consequentemente, na programação do risco de desenvolvimento de câncer de mama na progênie. Evidências sugerem que, em períodos precoces da vida, a glândula mamária estaria mais sensível à influência da alimentação. A modulação inadequada do epigenoma no início da vida pode ter implicações para os descendentes ao longo da vida, modificando a suscetibilidade ao risco de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo o câncer de mama. A exposição, durante o período fetal, ao zinco, parece também modular a suscetibilidade ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, assim como as doenças cardiovasculares e disfunções renais. Dessa forma, faz-se necessário avaliar o efeito da deficiência ou suplementação com zinco na dieta materna no período gestacional na suscetibilidade do câncer de mama na progênie. Nesse contexto, propõe-se avaliar se o zinco representa um fator dietético que possa modificar o risco de câncer de mama já no início da vida, por modulação de eventos epigenéticos, moleculares e morfológicos. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DA CRUZ, RAQUEL SANTANA; ANDRADE, FABIA DE OLIVEIRA; DE OCA CARIONI, VIVIAN MONTES; ROSIM, MARIANA PAPALEO; PAULINO MIRANDA, MAYARA LILIAN; FONTELLES, CAMILE CASTILHO; DE OLIVEIRA, PEDRO VITORIANO; BARBISAN, LUIS FERNANDO; CASTRO, INAR ALVES; ONG, THOMAS PRATES. Dietary zinc deficiency or supplementation during gestation increases breast cancer susceptibility in adult female mice offspring following a J-shaped pattern and through distinct mechanisms. Food and Chemical Toxicology, v. 134, DEC 2019. Citações Web of Science: 0.

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