| Processo: | 13/11050-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Pesquisa |
| Data de Início da vigência: | 15 de agosto de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 14 de fevereiro de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia do Desenvolvimento Humano |
| Pesquisador responsável: | Débora de Hollanda Souza |
| Beneficiário: | Débora de Hollanda Souza |
| Pesquisador Anfitrião: | Melissa Ann Koenig |
| Instituição Sede: | Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | University of Minnesota (U of M), Estados Unidos |
| Assunto(s): | Desenvolvimento cognitivo Cognição social Normas sociais Crianças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cognição Social | Confiança Seletiva | crianças | normas sociais | Desenvolvimento sociocognitivo infantil |
Resumo Crianças aprendem sobre o mundo e sobre como ele funciona não apenas através da experiência direta, mas também através do testemunho de outras pessoas. Contrariando uma crença predominante em muitas culturas de que as crianças acreditam em tudo o que ouvem, pesquisas recentes sobre confiança seletiva têm demonstrado que elas não são consumidoras ingênuas de informação. Por exemplo, já há evidências de que crianças de 3 e 4 anos preferem aprender algo novo de uma pessoa que consistentemente fornece informações corretas e não de uma pessoa que, com frequência, oferece informações incorretas. Além disso, elas preferem aprender algo de alguém que é um especialista no assunto a ser aprendido, alguém que se mostra confiante no seu testemunho, ou ainda alguém que se mostra inteligente, honesto e bom. Um aspecto do desenvolvimento da confiança seletiva que permanece inexplorado, no entanto, é a sua relação com a observação das crianças sobre a coerência entre o testemunho de seus informantes e o comportamento dos mesmos. Será que as crianças levam em consideração evidências de correspondências ou contradições entre o que os seus informantes dizem (e.g., "Você não deve mentir nunca!") e o que eles fazem para tomar decisões sobre se devem ou não confiar nesses informantes? O primeiro projeto nacional sobre desenvolvimento da confiança seletiva, financiado pela FAPESP, foi conduzido por esta proponente em colaboração com a Dra. Melissa Koenig, docente e pesquisadora do Institute of Child Development (ICD) da Universidade de Minnesota e uma das pioneiras no estudo sobre confiança seletiva. A presente proposta de pesquisa no exterior tem como objetivo principal possibilitar uma visita à Universidade de Minnesota, em especial, ao laboratório da Dra. Koenig por um período de 6 meses para a realização das seguintes atividades: a) realizar um primeiro estudo investigando se crianças pré-escolares americanas levam em consideração contradições no histórico de seus informantes no que diz respeito à adesão de normas sociais, (e.g., "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço!") para tomar decisões sobre quem deve ser objeto da sua confiança em situações de aprendizagem nova; b) elaboração do mesmo projeto a ser conduzido com crianças brasileiras, após o retorno da docente/proponente à sua instituição de origem; c) elaboração de manuscritos em colaboração com a Dra. Koenig para publicação em periódicos internacionais; d) investimento em possibilidades de intercâmbio futuro com outros pesquisadores do ICD, um dos centros de pesquisa sobre desenvolvimento infantil mais renomados do mundo. A visita de 6 meses ao laboratório da Dra. Koenig permitirá à proponente, portanto, dar continuidade a essa importante colaboração internacional, na forma da realização da primeira etapa de um projeto transcultural inédito mais amplo que visa comparar dados de crianças americanas e brasileiras sobre a relação entre a confiança seletiva e a compreensão de normas sociais. Além disso, esse estágio de pesquisa pode contribuir para o avanço do conhecimento sobre desenvolvimento sociocognitivo/ moral infantil e, finalmente, pode criar uma oportunidade única de aprimoramento e intercâmbio internacional que trará benefícios não só para a proponente, mas para o programa de pós-graduação do qual a docente faz parte e, de modo mais abrangente, para o avanço da pesquisa brasileira em desenvolvimento humano. (AU) | |
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