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Ácido hialurônico em dermatomiosite e polimiosite recém-diagnósticados e sem tratamento medicamentoso: correlação com as características clínicas e laboratoriais

Processo: 13/06138-4
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Samuel Katsuyuki Shinjo
Beneficiário:Gregory Bittar Pessoa
Instituição Sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Reumatologia   Dermatomiosite   Doenças autoimunes   Resposta imune   Inflamação   Citocinas   Ácido hialurônico
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:Ácido hialuronico | Atividade da doença | citocinas | dermatomiosite | Reumatologia

Resumo

O presente estudo é uma expansão do projeto previamente aceito pela Comissão de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP - CAPPesq).1. Dermatomiosite e polimiosite Dermatomiosite (DM) e polimiosite são doenças raras caracterizadas por miopatia inflamatória autoimune idiopática, crônica e sistêmica, associada a uma alta morbidade e incapacidade funcional. Além disto, a DM é caracterizada por lesões cutâneas clássicas (heliótropo e pápulas de Gottron).2. Ácido hialurônico Ácido hialurônico (AH) é um glicosaminoglicano extracelular que compõe o matriz de tecido conjuntivo. Encontra-se distribuído em diversos tecidos, como em líquido sinovial, humor vítreo ocular, cordão umbilical, tecido conjuntivo e cartilagem. Há evidência também da atuação do AH na regulação da resposta imunológica, estimulando a expressão de genes inflamatórios de diversas células de defesa no sitio da lesão, atuando também na regulação da resposta inflamatória por meio de recrutamento celular, liberação de citocinas e migração celular. O AH estimula também a liberação de fatores inflamatórios e citocinas pelos fibroblastos, auxiliando na resposta inflamatória.3. Ácido hialurônico e doenças autoimunes sistêmicas. Tem-se relatado níveis séricos aumentados de AH em algumas doenças autoimunes sistêmicas, como em artrite reumatoide, esclerose sistêmica e lúpus eritematoso sistêmico. Apesar deste dado, não se sabe exatamente os mecanismos responsáveis pelo aumento. Entretanto, é plausível que esteja relacionado com o mecanismo autoimune, uma vez que a atividade inflamatória nessas doenças autoimunes encontra-se elevada, e o AH apresenta participação importante em processos inflamatórios. O estudo de AH em DM é escasso na literatura. Kubo et al. relataram dois casos clínicos, em que houve uma correlação positiva entre o nível sérico de AH e a atividade da doença (DM). Estes mesmos autores observaram em uma série de 40 pacientes com DM que o nível sérico de AH encontra-se elevada quando comparado a pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide e esclerose sistêmica. Entretanto, não correlacionaram com a atividade da doença (DM). Por outro lado, até o presente momento, não há estudos avaliando o nível sérico de AH em pacientes com PM. Portanto, o presente estudo tem como objetivo verificar o aumento dos níveis séricos do AH em enorme casuística de pacientes com DM e PM, particularmente recém-diagnosticados e sem tratamento medicamentoso prévio, correlacionando-o com os fatores demográficos, clínicos e laboratoriais destas doenças. (AU)

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