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Avaliação do comprometimento neuronal hipotalâmico na secreção de vasopresina durante a sepse

Processo: 13/03723-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 26 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Maria José Alves da Rocha
Beneficiário:Luís Henrique Angenendt da Costa
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):14/14615-0 - Ativação microglial e astrocitária em núcleos vasopressinérgicos na sepse severa, BE.EP.MS
Assunto(s):Apoptose

Resumo

Sepse e suas complicações (sepse grave e choque séptico) ainda são a principal causa de morte nas unidades de terapia intensiva em todo o mundo. Estudos clínicos e experimentais, incluindo os de nosso laboratório, têm demonstrado que na fase inicial da sepse existe elevada concentração plasmática de arginina vasopressina (AVP). No entanto, no decorrer do processo fisiopatológico, apesar de haver hipotensão persistente, o que seria um forte estímulo para secreção do hormônio, as concentrações plasmáticas do mesmo permanecem inadequadamente baixas. Uma das hipóteses sugeridas para essa deficiência relativa de AVP é a excessiva produção de óxido nítrico (NO) no sistema nervoso central, o qual atuaria inibindo a secreção hormonal, além de poder causar apoptose neuronal por estresse oxidativo. De fato, nosso grupo de trabalho observou durante sepse experimental o aumento de interleucina-1² (IL-1²) no plasma e da expressão da enzima óxido nítrico sintase induzível (NOSi) nos núcleos hipotalâmicos produtores de AVP, o que explicaria a produção central de NO (observada por aumento de nitrato no líquido cefalorraquidiano) e que desregularia a bioenergética mitocondrial, causando estresse oxidativo e ativação da via intrínseca de apoptose. Em algumas situações infecciosas os neurônios magnocelulares apresentam grande vulnerabilidade associada ao aumento da expressão do complexo principal de histocompatibilidade de classe I (MHC-I) e à infiltração de linfócitos T citotóxicos ou CD8+ (LT-CD8+). Considerando o papel da AVP na resposta vasopressora, a elucidação dos mecanismos de síntese hormonal deficiente poderia contribuir para terapia durante a sepse. Assim, dadas as condições inflamatórias presentes na sepse, nossa hipótese é que a deficiência relativa de AVP na fase tardia dessa fisiopatologia seja decorrente do aumento na expressão de moléculas de MHC-I e ativação de vias de morte celular programada dependentes de LT-CD8+ em células magnocelulares do hipotálamo.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
ANGENENDT DA COSTA, LUIS HENRIQUE; DOS SANTOS JUNIOR, NILTON NASCIMENTO; ROCHA CATALAO, CARLOS HENRIQUE; SHARSHAR, TAREK; CHRETIEN, FABRICE; ALVES DA ROCHA, MARIA JOSE. Vasopressin Impairment During Sepsis Is Associated with Hypothalamic Intrinsic Apoptotic Pathway and Microglial Activation. Molecular Neurobiology, v. 54, n. 7, p. 5526-5533, SEP 2017. Citações Web of Science: 4.

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