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Efeito dos ácidos graxos de cadeia curta produzidos por bactérias probióticas na profilaxia e tratamento da inflamação alérgica das via aéreas

Processo: 13/09473-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência (Início): 01 de junho de 2013
Vigência (Término): 06 de julho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Caroline Marcantonio Ferreira
Beneficiário:Caroline Marcantonio Ferreira
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50410-8 - Efeito dos ácidos graxos de cadeia curta produzidos por bactérias probióticas na profilaxia e tratamento da inflamação alérgica das vias aéreas, AP.JP
Assunto(s):Doenças respiratórias   Asma   Probióticos

Resumo

Asma é uma doença comum que afeta 300 milhões de pessoas em todo mundo. Fatores genéticos e ambientais têm sido associados ao desencadeamento da doença. Um dos fatores ambientais mais discutidos é a exposição a micróbios no início da vida que protege os indivíduos contra alergia. Uma vez que essa teoria foi proposta, muitos estudos têm investigado o papel da microbiota intestinal na modulação do sistema imunológico e consequências dessa modulação a órgãos distante como pulmões. Paralelamente as descobertas científicas sobre a importância da microbiota intestinal na prevenção de doenças alérgicas, o mercado de probióticos está expandindo com promessas de prevenção de doenças alérgicas como asma mas os estudos sobre isso ainda não são conclusivos. Evidências na literatura suportam a possibilidade que ácidos graxos de cadeia curta, produzidos pela fermentação de uma dieta rica em fibras pela microbiota intestinal poderiam contribuir com a regulação da inflamação Th2 das vias aéreas. A fermentação dessas fibras leva à produção de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), como o acetato que possui efeitos anti-inflamatórios. Além disso, animais deficientes de GPR43, receptor de acetato, apresentam uma resposta exacerbada da inflamação nos modelos de colite, artrite e asma. A hipótese principal desse estudo é que bactérias probióticas poderiam modular a resposta imunológica Th2, via produção de AGCC, como acetato. Nesse projeto, usaremos dois probióticos diferentes, B. longum e B. adolescentis. A escolha das duas espécies foi baseada no fato do B. longum ser um relevante produtor de acetato e estar associado com proteção de alergia, enquanto o B. adolescentis não está associado à proteção e não é um produtor relevante de acetato. Duas linhagens de camundongos Balb/c e C57Bl/6 serão avaliadas para analisarmos a influência genética sob os efeitos do probiótico na resposta Th2. (AU)