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Angiospermas das paleofloras paleógenas Fonseca e Gandarela: implicações taxonômicas e paleoclimáticas

Processo: 07/04489-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2007
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Paleobotânica
Pesquisador responsável:Fresia Soledad Ricardi Torres Branco
Beneficiário:Jean Carlo Mari Fanton
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Fósseis   Angiospermas   Artrópodes

Resumo

Das bacias de Fonseca e Gandarela, localizadas no Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais, Sudeste), afloram notáveis depósitos fossilíferos de idade paleógena (Eocena-Oligocena). A extraordinária diversidade e abundância de fósseis, particularmente de impressões foliares de angiospermas e artrópodes, atestam a presença de uma exuberante vegetação que viveu às margens de um sistema flúvio-lacustre e que evoluiu sob um possível clima quente e úmido. Alguns autores contribuíram de forma fragmentária no preenchimento de lacunas taxonômicas daquelas paleofloras, fato este que dificultou o reconhecimento das potencialidades paleobotânicas do conjunto. Até a década de 80, raríssimos foram os estudos com descrição de novos táxons, e atualmente, a condição dos afloramentos é promissora em termos de material fitofóssil inédito. Até o momento foram reportadas para as paleofloras Fonseca e Gandarela as seguintes famílias angiospérmicas: Annonaceae, Bignoniaceae, Combretaceae, Chrysobalanaceae, Euphorbiaceae, Fabaceae (incluindo Caesalpinioideae, Mimosoideae e Papilionoideae), Malpighiaceae, Malvaceae, Melastomataceae, Menispermaceae, Meliaceae, Monimiaceae, Myrsinaceae, Rutaceae, Sapindaceae, Sapotaceae, Siparunaceae, Theaceae, Tiliaceae e Vochysiaceae. Estudos paleoflorísticos paleógenos na América do Sul são de especial interesse por documentarem crucial estágio da história evolutiva das angiospermas, já que possivelmente esse foi o cenário precursor das atuais florestas pluviais neotropicais. Nenhuma análise profunda foi lançada na literatura utilizando-se caracteres fisiognômicos de folhas fósseis de Fonseca e Gandarela com o intuito de se reconstruir parâmetros paleoclimáticos (precipitação, temperatura); razão pela qual se justifica a escassa contribuição brasileira na literatura sobre a evolução paleoclimática da América do Sul. Pretende-se com a atual pesquisa analisar paleofloristicamente os macrofósseis (a partir da Análise morfológica e sistemática dos espécimes de angiospermas) e palinomorfos (a partir da Análise palinológica), com a integração/ revisão dos dados taxonômicos publicados e a descrição de táxons inéditos, atentando-se para o caráter taxonômico do conjunto. O conjunto de macrofósseis (acessados em acervos científicos institucionais mais aqueles prospectados em campanhas de campo) será comparado com material recente proveniente de Herbários, além da literatura botânica e paleobotânica pertinentes. O conjunto de palinomorfos será comparado com a constelação polínica de bacias paleógenas sul-americanas correlatas, inclusive na tentativa de se corroborar a idade proposta. Em adição, pretende-se analisar caracteres da fisiognomia foliar do conjunto com a finalidade de se reconstruir as condições paleoclimáticas sob as quais as paleofloras evoluíram, a partir do uso de modelos de predição baseados em análises uni e multivariadas, tais como CLAMP, e modelos que estimam paleotemperaturas e paleoprecipitações (MAT e MAP). De posse dos resultados gerados, a integração de indicadores taxonômicos com os paleoclimáticos permitirá inferir o tipo de paleohabitat relacionado as paleofloras Fonseca e Gandarela. O estudo permitirá o acesso a confiáveis indicadores temporais e espaciais da presença de linhagens taxonômicas e também de indicadores paleoclimáticos.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)

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