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Quando os mortos chamam - parentesco, imigração e religião vistos nas práticas da Yuta no Brasil

Processo: 13/08160-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Igor José de Renó Machado
Beneficiário:Victor Hugo Martins Kebbe da Silva
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Assunto(s):Parentesco   Religiões   Família   Imigração japonesa   Xamanismo

Resumo

Ellen Schattschneider apresentou uma pertinente discussão acerca do parentesco e religiosidade japonesa na Antropologia Social, nos mostrando uma intrincada relação entre parentesco, religiosidade, transmigração e cosmologia que colocam pelo parentesco o contato com o mundo dos vivos com o mundo dos mortos em Tohoku, Japão. Da mesma forma verificamos que o xamanismo okinawano realizado pelas yuta - médiuns que atuam em Okinawa, Japão e Brasil - operam dentro de lógica similar ao unir dois planos bem distintos, tendo os mortos um papel fundamental e ativo na vida dos vivos. Em suas práticas as yuta introduzem, significam e ressignificam percepções de parentesco okinawano que liga os vivos com seus ancestrais, existindo a possibilidade de inflexão dos mortos sobre seus parentes: a prática desrespeitosa ou falhas com o culto aos antepassados geram problemas de ordem estrutural na família, inclusive entre famílias de descendentes de okinawanos vivendo no Brasil que há muito já se dizem desprendidas da "cultura" e "tradição" okinawanas. Pretende-se com esta pesquisa estudar a prática das Yuta entre as famílias de descendentes de okinawanos na cidade de São Paulo, visando justamente compreender as maneiras como o parentesco é pensado e ressignificado dentro desta complexa relação entre imigração japonesa, parentesco e religiosidade.

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