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Caracterização fenotípica e avaliação da expressão gênica das células dendríticas derivadas de monócitos na Candidíase Mucocutânea Crônica

Processo: 13/05427-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 30 de junho de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alberto José da Silva Duarte
Beneficiário:Paula Ordonhez Rigato
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Candidíase mucocutânea crônica   Fenótipo   Imunidade   Expressão gênica   Candida albicans

Resumo

A candidíase mucocutânea crônica (CMC) é uma síndrome caracterizada por infecção persistente ou recorrente das unhas, pele, ou mucosa oral e genital causadas por Candida albicans. A CMC pode ser causada por diversos defeitos genéticos da imunidade inata e adaptativa. Em portadores de CMC foram descritos polimorfismos nos seguintes genes: gene transdutor de sinal e ativador de transcrição 3 (STAT 3) associado à síndrome de Hiper IgE autossômica dominante, do gene regulador auto-imune (AIRE), do gene de Dectin-1, do gene da proteína 9 contendo um domínio de recrutamento associado a Caspase (CARD 9), e do gene do transdutor de sinal e ativador de transcrição 1 (STAT 1). Embora a patogênese da CMC seja complexa e heterogênea, evidências crescentes sugerem que uma alteração na secreção de citocinas pelas células T seja um evento central, juntamente com o reconhecimento do patógeno pelas células dendríticas, que exercem um papel especial sobre a imunidade para Candida spp. Recentemente descreveu-se que as células Th17, que produzem IL-17A, IL-17F e IL-22, são essenciais na resistência a infecções por Candida em seres humanos. Persiste a dúvida se a produção desregulada de citocinas de células T é devida a um defeito das células T ou a uma interação prejudicada com a APC, pelo fato de existirem evidências de que as células dendríticas de pacientes CMC apresentam maturação anormal. A despeito das diversas mutações genéticas descritas como causas da CMC, existem pacientes que não apresentam nenhum destes polimorfismos. Por isso, é de extrema relevância investigar marcadores fenotípicos e / ou a expressão de genes que poderiam identificar novos defeitos imunológicos da CMC, o que poderia contribuir para uma melhor compreensão da patogênese da CMC e / ou sugerir terapias mais adequadas. Com base nessas evidências, este projeto se propõe a avaliar a funcionalidade e expressão gênica de células dendríticas derivadas de monócitos estimuladas por Candida e da funcionalidade dos das células T estimuladas por essas APCs.