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Participação da grelina na exposição neonatal ao lipopolissacarídeo e a termorregulação durante a endotoxemia na vida adulta

Processo: 13/07417-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia Geral
Pesquisador responsável:Evelin Capellari Cárnio
Beneficiário:Mayara Andrade Ferrari
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Grelina   Óxido nítrico   Febre

Resumo

A concomitância de dois critérios de SIRS com a presença de foco infeccioso confirma o diagnóstico de sepse. É relatado que o choque séptico induz a altas taxas de mortalidade, ao redor de 50%, sendo a causa mais comum de admissão em unidades de terapia intensiva não coronariana. Qualquer microrganismo pode causar sepse ou choque séptico, porém as bactérias são os agentes etiológicos mais comuns e as bactérias Gram-negativas são as principais bactérias que levam à sepse. O lipopolissacarídeo (LPS), um componente da parede externa da bactéria gram-negativa, ativa uma intensa cascata inflamatória, onde há liberação de citocinas. A exposição prévia à infecção, especialmente, durante a fase neonatal, contribui para diferenças individuais na susceptibilidade à patologia durante a vida adulta. Animais neonatos, submetidos à administração de LPS, reagem diferentemente frente a uma nova administração de LPS na fase adulta. A febre induzida por LPS durante o choque endotoxêmico é atenuada quando os animais são pré-expostos a endotoxina na fase neonatal. Um dos fatores que poderiam levar a essa atenuação em resposta ao LPS seria a diminuição da síntese de citocinas pró inflamatórias, devido a um aumento nos níveis plasmáticos de glicocorticóides. A grelina, hormônio peptídico encontrado inicialmente no estômago, apresenta também efeitos na modulação da resposta inflamatória. São encontrados receptores específicos para a grelina em neutrófilos, linfócitos e macrófagos e sua ativação pela grelina inibe a produção de várias citocinas pró inflamatórias. Observa-se que a administração de grelina atenua os níveis séricos de citocinas induzidas pelo LPS, assim como a produção de óxido nítrico e a atenuação da febre induzida pelo LPS. Sendo assim, nosso objetivo será avaliar a participação da grelina na atenuação da febre, durante a endotoxemia na vida adulta, induzida pela exposição neonatal ao LPS. (AU)