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Investigação do papel da enzima indoleamina 2,3-dioxigenase em estruturas supraespinais na indução e manutenção da dor neuropática

Processo: 13/07968-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2013
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral
Pesquisador responsável:Thiago Mattar Cunha
Beneficiário:Dênis Augusto Santana Reis
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/19670-0 - Mecanismos envolvidos na fisiopatologia da artrite reumatóide, dor e sepse, AP.TEM
Assunto(s):Dor neuropática   Quinurenina 3-monooxigenase

Resumo

Acredita-se que uma disfunção da via inibitória descendente da dor poderia ser um dos fatores que contribuiriam para o desenvolvimento da dor crônica neuropática, uma vez que fármacos que aumentam os níveis de monoaminas nessa via são eficazes nestas condições. A enzima indoleamina 2,3-dioxigenase (IDO) catalisa a conversão de triptofano (precursor da serotonina) em metabólitos biologicamente ativos, numa via denominada de "via das quinureninas", e o aumento da expressão dessa enzima poderia contribuir para a ineficácia da via inibitória descendente da dor. Além disso, acreditamos que os metabólitos mais importantes dessa via, descritos agonistas glutamatérgicos, também contribuiriam para manutenção dessa patologia. Em situações não patológicas a expressão da IDO é relativamente baixa, mas aumenta consideravelmente em doenças como o câncer e depressão. Resultados recentes do nosso grupo demonstram que o tratamento sistêmico com um inibidor da IDO praticamente abole a hipersensibilidade dolorosa em um modelo experimental de neuropatia, porém, a injeção espinal do inibidor atenua parcialmente a hipersensibilidade. Esses resultados sugerem que a atividade da IDO em outros locais do sistema nervoso poderia estar envolvida na manutenção da dor neuropática. Baseado neste fato e em evidências de que a expressão da IDO aumenta em estruturas supraespinais durante certas patologias, hipotetizamos que após a lesão de nervos periféricos, além de ocorrer um aumento na expressão da IDO na medula espinal, este aumento também ocorreria em estruturas supraespinais envolvidas na fisiopatologia da dor neuropática, como a substância cinzenta periaquedutal e a medula ventromedial rostral (estruturas que compõe parte do sistema inibitório descendente da dor) contribuindo para a manutenção da dor neuropática por modulação negativa da via serotoninérgica descendente inibitória. Dessa forma, o objetivo principal deste projeto é avaliar a contribuição da ativação da IDO em estruturas supraespinais mencionadas anteriormente na manutenção do quadro de hipersensibilidade neuropática. Em suma, acreditamos que o sucesso deste projeto possa sugerir um novo alvo com potencial terapêutico para o desenvolvimento de novos fármacos para o tratamento da dor neuropática.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
REIS, Dênis Augusto Santana. Ativação supraespinal da via das quinureninas contribui para a manutenção da dor neuropática. 2015. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto Ribeirão Preto.

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