Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo do papel da ínsula na modulação do desempenho físico de ratos

Processo: 13/06610-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2013
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Cesar Renato Sartori
Beneficiário:Marina Miranda Ascioni
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Muscimol   Desempenho motor   Fadiga

Resumo

A fadiga é um fenômeno fisiológico bastante complexo que pode ser definido como a falha em manter a força muscular e continuar a exercer trabalho em uma determinada intensidade de exercício ou a redução induzida pelo exercício na capacidade de exercer força ou potência muscular. As importantes limitações funcionais determinadas pela fadiga que se manifestam tanto em condições patológicas quanto naquelas fisiológicas, tais como no âmbito esportivo ou ocupacional, tornam-na um tema de investigação científica altamente relevante. Historicamente tem-se definido duas formas de manifestação da fadiga; a "fadiga periférica", caracterizada por uma disfunção dos músculos esqueléticos como consequência do insuficiente suprimento de oxigênio e substratos energéticos pelo sistema cardiovascular, e do acúmulo de metabólitos que prejudicam a atividade muscular; e a "fadiga central", determinada pela falha na ativação neural voluntária e recrutamento das fibras musculares esqueléticas. Assim, para o estudo da fadiga, se faz necessária uma abordagem integrativa das interações entre os músculos esqueléticos e seu controle motor central. A inclusão do sistema nervoso central nos estudos da fadiga permite a consideração de atividades neurais não estritamente motoras, mas subjacentes a fenômenos tais como percepção sensorial, regulação das emoções, motivação e tomada de decisão, que também são de suma importância para os determinantes da fadiga e da queda no desempenho durante o exercício físico. Assim, o cérebro teria uma função crucial na determinação da fadiga, funcionando como um órgão regulador do comportamento motor durante o exercício físico. Neste contexto, propõe-se que o cérebro utiliza os sintomas da fadiga, ou seja, as sensações desagradáveis associadas às alterações fisiológicas que ocorrem no organismo durante a realização do exercício físico, para efetuar um complexo processamento neural/mental e elaborar programas motores que sejam adequados e continuamente ajustados à capacidade fisiológica do organismo. Estudos recentes começam a indicar determinadas estruturas encefálicas que podem estar envolvidas neste processo. A ínsula, localizada no Sulco Lateral do hemisfério cerebral, tem se revelado uma estrutura relevante uma vez que sua ativação tem sido relacionada com a diminuição ou término da atividade física, possivelmente por exercer influência inibitória sobre o córtex motor. De acordo com suas aferências nociceptivas, termais, viscerais e proprioceptivas, a ínsula é capaz de integrar informações importantes para a execução de processos sensoriais, perceptivos, emocionais e cognitivos relativos aos estados do corpo e à regulação homeostática; podendo, portanto mediar a integração das informações referentes às alterações fisiológicas que ocorrem durante o exercício e modular a percepção da fadiga. Neste cenário, com base na concepção da fadiga como uma emoção gerada pelas alterações fisiológicas que ocorrem no organismo durante a realização do exercício, e a percepção do esforço como o sentimento dessas alterações; e considerando a ínsula como uma estrutura encefálica estreitamente associada a atividades neurais subjacentes a processos sensoriais e emocionais importantes para a regulação da homeostasia, a proposta do presente projeto é investigar a participação desta estrutura no estabelecimento da exaustão durante um teste de desempenho físico em ratos. (AU)