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Utopias marítimas no Atlântico Sul (1900-1950)

Processo: 13/12240-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 19 de outubro de 2013
Vigência (Término): 18 de agosto de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História Moderna e Contemporânea
Pesquisador responsável:Maria Stella Martins Bresciani
Beneficiário:Joana Carolina Schossler
Supervisor no Exterior: Jean-François PinchonJean-François Pinchon
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Local de pesquisa : Université Paul-Valéry Montpellier 3, França  
Vinculado à bolsa:11/10252-1 - Utopias marítimas no Atlântico Sul (1900-1950), BP.DR
Assunto(s):História da América   América Latina   Cidades   Utopia

Resumo

Nas últimas décadas do século XIX, o surgimento de balneários na costa atlântica do Uruguai e do Rio Grande do Sul favoreceu a prática da vilegiatura marítima, cujas finalidades terapêuticas eram prescritas pela medicina à época. Contudo, tal prática ganhou outros significados durante as primeiras décadas do século XX, quando a industrialização e a urbanização de algumas capitais da América Latina pautaram um novo "viver nas cidades". De modo concomitante, o planejamento de balneários marítimos significava a projeção de um espaço social livre dos problemas urbanos, representando, assim, uma utopia em pequena escala e por um curto período de veraneio. Além dos fatores históricos, culturais e geográficos que aproximam os processos de formação e desenvolvimento dos balneários marítimos do UY e do RS, os projetos urbanísticos da costa uruguaia serviram de modelo aos balneários projetados na costa atlântica do Brasil meridional. Por meio de histórias comparadas de algumas praias balneárias pode-se compreender o quanto essas "utopias marítimas", idealizadas desde os primórdios dos balneários até a sua urbanização, se vinculam ao que se passava nos grandes centros urbanos de Buenos Aires, Montevidéu e Porto Alegre. No presente projeto proponho analisar as margens dos centros urbanos na primeira metade do século XX, a orla marítima como projeção de um espaço utópico em relação à metrópole, tendo como protagonistas imigrantes europeus, empresários excêntricos, intelectuais, profissionais médicos, engenheiros, urbanistas e arquitetos. (AU)